
Após uma década de interrupção, São Miguel das Missões se prepara para retomar a 6ª Expofeira, evento que celebra o aniversário de emancipação política do município e promete movimentar a economia regional no coração das Missões. A feira ocorre entre os dias 29 de abril e 3 de maio, no entorno da Praça Guarani, e chega com estandes praticamente esgotados semanas antes da abertura.
Em entrevista ao programa Aldeia Global, da Rádio Sepé, o prefeito Rodrigo Ribas detalhou os preparativos. "Vai ser montada uma grande estrutura ali que vai priorizar também um seminário dos 400 anos, a cultura, o artesanato e a culinária", afirmou o gestor. A organização está a cargo de uma comissão formada por jovens empreendedores locais. "É um grupo de empreendedores que vem fazendo a diferença aqui no município", destacou Ribas.
O evento terá como eixo central o fomento ao agronegócio e às empresas locais, com exposição de máquinas e tecnologias para o setor, espaço dedicado à agricultura familiar, além de shows e apresentações culturais ao longo dos quatro dias.
No campo do turismo, o prefeito abordou duas novidades relacionadas ao Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. O Iphan suspendeu temporariamente a cobrança de ingressos até que métodos modernos de pagamento — como Pix e cartão — sejam implementados. "Hoje em dia não tem mais sentido uma bilheteria receber somente dinheiro vivo", comentou Ribas, ressaltando que a tecnologia deve facilitar o acesso do visitante.
Além disso, o prefeito revelou que a projeção mapeada (video mapping) deve ser inaugurada até o final do ano. O novo espetáculo focará no cotidiano da redução jesuítica, complementando o tradicional "Som e Luz", que narra a saga missioneira há 48 anos.
Educação: R$ 360 mil em uniformes e avaliação diagnóstica em parceria com universidade
Na área educacional, a prefeitura investiu cerca de R$ 360 mil em uniformes escolares completos para todos os alunos da rede municipal. Em parceria com a Universidade de Minas Gerais, o município realiza avaliações diagnósticas do 2º ao 9º ano para identificar lacunas no aprendizado e planejar melhorias. "A educação é a única ferramenta que a gente tem para mudar a médio e longo prazo", concluiu Ribas.
Redação Grupo Sepé