
A campanha Outubro Rosa é destinada a lembrar da importância da prevenção do câncer em mulheres, especialmente o de mamas. O Rio Grande do Sul tem uma taxa estimada de 69,50 casos para cada 100 mil mulheres, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Ainda de acordo com o órgão, cerca de 13% dos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil (aproximadamente, 8 mil ocorrências) poderiam ser evitados pela redução de fatores de risco relacionados ao estilo de vida, em especial, da inatividade física. Além disso, quase 13% dos gastos federais do SUS em 2018 com o tratamento de câncer de mama (R$102 milhões) seriam poupados pela redução de fatores de risco comportamentais, mais uma vez com atenção especial à atividade física, que detém a maior fração (5%) dos casos de câncer de mama evitáveis pela adoção da prática.
A mastologista Analuíza Savaris ressalta que a prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos, e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores. "Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em sua maioria, modificáveis; porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal, são, em princípio, passíveis de mudança", afirma.
Segundo a médica, alimentação, nutrição adequada, atividade física e gordura corporal adequada, evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas esses são as medidas que podem reduzir o risco de as mulheres desenvolverem o câncer de mama. Analuíza ressalta, também, a importância do diagnóstico precoce.
"As chances de cura vão depender do tipo histológico do tumor. Mas é importante que, quando descoberto na fase inicial, a chance de cura é grande", diz. Após o diagnóstico há possibilidade de diferentes tratamentos, como quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Segundo a mastologista, antigamente se sabia que as cirurgias mais agressivas eram as mais corretas. "Hoje em dia podemos preservar a mama e retirar somente o tumor, mas isso vai depender da localização, desejo da paciente", diz. Ela ainda lembra às mulheres acima de 40 anos que a mamografia deve ser realizada a cada ano, tendo como exame complementar a ultrassonografia.
A Tribuna | Grupo Sepé