SAÚDE
17/10/2025 às 16:42 por Redação


Técnicos de enfermagem são denunciados por estupro de paciente em hospital de Porto Alegre

Técnicos de enfermagem são denunciados por estupro de paciente em hospital de Porto Alegre
Foto: Diogo Zanatta / Especial

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou os dois técnicos de enfermagem presos por suspeita de abuso sexual de uma paciente de 39 anos. O caso aconteceu no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre. Os homens foram denunciados pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável. O protocolo foi feito nesta quinta-feira (16) e está em sigilo de justiça. Eles estão presos desde o dia 13 de outubro. 

A Polícia Civil havia indiciado os dois pelo crime de violação sexual mediante fraude. No entanto, o promotor responsável pelo caso, entendeu que o crime se classifica como estupro.  Os nomes deles não foram divulgados, mas a reportagem de Zero Hora apurou que se tratam de Cleber Romero Serdan, 55 anos, e Matheus Mendonça de Carvalho, 31 anos. 

O caso aconteceu em julho. De acordo com relatos de um familiar da vítima e de funcionários da instituição, Matheus teria entrado no quarto onde a mulher estava internada e simulado um exame de toque íntimo, além de apalpar a sua barriga e os seus seios. Conforme a investigação, ele não trabalhava no andar de internação da vítima. O profissional teria tido ajuda do outro técnico, Cleber, para acessar o quarto onde a mulher estava internada. Ele também teria emprestado um estetoscópio. Imagens de câmeras de segurança comprovaram o contato entre os homens antes e depois do ocorrido. 

Após a situação, a paciente questionou a atuação de Matheus para Cleber.  Segundo o relato da vítima à polícia, ele teria ignorado a situação.

A mulher decidiu então procurar o setor responsável pela enfermagem do hospital. O boletim de ocorrência foi aberto por um familiar da vítima e por representante da instituição de saúde. 

Em depoimento à polícia, o técnico de enfermagem afirmou que está sendo confundido e negou a realização dos atos libidinosos. Já o outro profissional disse que emprestou o instrumento. Os dois foram desligados da instituição.

O que diz a defesa: 

A advogada Bianca Prestes, que representa Cleber Romero Serdan, informou que teve acesso ao processo na quinta-feira (16) e que irá solicitar o habeas corpus. Segundo ela, o técnico de enfermagem não cometeu "nenhum crime ao emprestar o estetoscópio ao outro colega". A defesa também afirma que o homem não sabia do ocorrido. 

Já o profissional Matheus Mendonça de Carvalho está sendo representado pela Defensória Pública do Rio Grande do Sul que só deve se manifestar nos autos do processo. 

O que diz o Hospital Ernesto Dornelles

Na terça-feira (13), quando os técnicos foram presos, o Hospital Ernesto Dornelles se manifestou por meio de nota, afirmando ter prestado atendimento e acolhimento à vítima, além de ter desligado os funcionário e seguir colaborando com as investigações.

Leia a note na íntegra

O Hospital Ernesto Dornelles informa que, tão logo teve conhecimento da denúncia, prestou atendimento imediato e acolhimento integral à paciente e sua família. Por iniciativa da Instituição, em conjunto com a família, promoveu-se o competente registro da ocorrência junto às autoridades competentes, visando a elucidação e investigação policial. Os empregados envolvidos foram sumariamente desligados do Hospital. Segue colaborando com as investigações, que devem ocorrer sob sigilo e com rigor ético, visando à segurança e a não exposição da paciente.

Com 63 anos de atuação a serviço da comunidade gaúcha, desde sua inauguração em 30 de junho de 1962, o Hospital Ernesto Dornelles tem como missão proporcionar assistência integral e qualificada à saúde, buscando ser referência médico-hospitalar com gestão autossustentável. Nossa essência é pautada pela ética, pela segurança do paciente, pela humanização do cuidado, pela responsabilidade social e pela melhoria contínua dos processos assistenciais.

Reafirmamos a proteção incondicional aos pacientes, a integridade de nossos processos assistenciais e a responsabilidade de apurar os fatos com transparência e respeito a todos os envolvidos.

Seguimos com tolerância zero a condutas incompatíveis com nossos valores, aperfeiçoando protocolos, fortalecendo rotinas de prevenção e capacitando continuamente as equipes. Permanecemos à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários e, dentro do que a lei permite, dos familiares diretamente envolvidos.

Fonte: GZH


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