
O castramóvel, adquirido com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Ubiratan Sanderson, no valor de R$ 160 mil e com contrapartida da prefeitura de R$ 27 mil, já está pronto para ser entregue à comunidade de Santo Ângelo, e deverá iniciar as suas atividades no mês de agosto. “O castramóvel já está na cidade desde o início do mês. Estamos aguardando a nossa veterinária tomar posse, a gente chamou para operar no castramóvel”, explica a diretora do Departamento de Bem-Estar Animal, Paola Wojciechowski.
A Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Urbano, avalia com a equipe se o castramóvel irá circular nos bairros ou permanecerá parado. Para a diretora, se perderá tempo com a circulação do veículo. “Eu tenho ideia dele ficar parado. Porque eu conversei com outros municípios, como por exemplo Santa Maria, que já tem o castramóvel, eles explicaram que nessa transição de ir do bairro para o outro, acaba perdendo tempo, e acaba perdendo duas ou três castrações, em vez de você estar lá parado para o pessoal levar. Caso a família não tenha carro, a gente tem o do setor para buscar o animal”.
Segundo a diretora, a ideia é atender famílias de baixa renda que possuam cães se reproduzindo e não tenham condições para castrar. “A gente está bem engajado com a Fasa, que vai nos auxiliar nestas castrações, para agilizar a ação. Faremos movimentos nos bairros, a Fasa já tinha esse trabalho. Eles farão um mutirão, onde vão realizar cadastros das famílias, ver quantos animais possuem e precisam fazer a castração, e já tratam pulga e sarna. Então teremos esse mutirão também.”
O objetivo do castramóvel, além do atendimento veterinário, é tentar diminuir a população de cães através das castrações. “Estamos falando de saúde pública. Tratar o animal é mais barato que tratar uma pessoa em um Posto de Saúde, por causa da saúde pública. Pois a sarna e o carrapato passam, então também tem essa preocupação com as pessoas”. Além das castrações, a médica veterinária que atenderá o Departamento de Bem-Estar Animal realizará o trabalho de microchipagem. “A gente já recebeu os chips. Todos os animais que a gente fizer atendimento serão chipadoa, onde contará com informações por onde o animal passou, se foi castrado, se tem tutor. Vão ser microchipados os animais que sairão para adoção, que passarem pelo nosso atendimento, sendo cavalos, gatos e cachorros. Assim teremos um controle para poder responsabilizar os tutores”.
Patrick Siede | Grupo Sepé