NACIONAL
03/11/2025 às 10:58 por Ricardo Bolson


Quaest: no RJ, 72% apoiam medida que enquadra facçōes como terroristas

Quaest: no RJ, 72% apoiam medida que enquadra facçōes como terroristas

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (3) aponta que 72% dos moradores do estado do Rio de Janeiro se dizem a favor de que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas.

Foram ouvidas 1.500 pessoas no estado do Rio de Janeiro entre os dias 30 e 31 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento de hoje — que ocorre na esteira da megaoperação da semana passada — também ouviu a opinião dos entrevistados sobre outros temas, como o aumento da pena de prisão para condenados a mando de organizações criminosas, o fim das chamadas "saidinhas", a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança, entre outros.

Os flumininenses responderam as seguintes perguntas: Você é a favor ou contra de...

Aumentar a pena para condenados por homicídio a mando de organizações criminosas:

  • A favor: 85%
  • Contra: 10%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Enquadrar organizações do crime organizado como organizações terroristas:

  • A favor: 72%
  • Contra: 23%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Facilitar a compra/acesso à armas de fogo:

  • A favor: 24%
  • Contra: 72%
  • Não sabe/Não respondeu: 4%

A pesquisa também quis saber a opinião dos moradores do estado sobre a megaoperação do último dia 28. As perguntas foram:

Você ficou sabendo dessa operação?

  • Sim: 98%
  • Não: 2%

Você diria que aprova a operação?

  • Aprova: 64%
  • Desaprova: 27%
  • Nem aprova, nem desaprova: 6%
  • Não sabe/Não respondeu: 3%

Na sua opinião, a operação foi...

  • Um sucesso: 58%
  • Um fracasso: 32%
  • Depende: 6%
  • Não sabe/Não respondeu: 4%

Os fluminenses entrevistados também responderam as seguintes perguntas sobre segurança pública e combate ao crime:

O governo Lula deveria decretar uma Garantia de Lei e Ordem (GLO) para trazer o Exército para o Rio como em 2018?

  • Sim: 59%
  • Não: 38%
  • Não sabe/Não respondeu: 3%

Concorda com a criação de um escritório de emergência para combate ao crime organizado?

  • Concorda: 94%
  • Discorda: 6%

Concorda ou discorda que...

Policiais deveriam usar câmeras nos uniformes:

  • Concorda: 81%
  • Discorda: 13%
  • Não concorda, nem discorda: 1%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Deveria ter pena de morte para quem comete crimes graves, como assassinato:

  • Concorda: 58%
  • Discorda: 32%
  • Não concorda, nem discorda: 4%
  • Não sabe/não respondeu: 6%

Na sua opinião, a polícia deveria realizar operações como essa em comunidades?

  • Deveria: 73%
  • Não deveria: 22%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Depois da operação policial, o Rio de Janeiro está __?

  • Mais seguro: 35%
  • Menos seguro: 52%
  • Não sabe/não respondeu: 13%

O governo do Rio de Janeiro tem capacidade de combater o crime organizado sozinho?

  • Tem capacidade: 36%
  • Não tem capacidade: 62%
  • Não sabe/não respondeu: 2%

O governo federal tem ajudado os estados no combate às organizações criminosas?

  • Ajudado muito: 14%
  • Ajudado pouco: 24%
  • Não tem ajudado: 53%
  • Não sabe/não respondeu: 9%

Na sua opinião, o principal motivo de Cláudio Castro ao ordenar a operação é…

  • Combater o crime organizado: 54%
  • Fazer uma ação para ganhar popularidade: 40%
  • Outro motivo: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 4%

Qual tipo de crime mais te preocupa?

  • Pedofilia: 21%
  • Domínio das facções nas favelas: 16%
  • Homicídio: 15%
  • Assalto na rua e ônibus: 12%
  • Tráfico de drogas: 10%
  • Contrabando de armas: 6%
  • Violência doméstica: 6%
  • Sequestro: 4%
  • Roubo de celular: 3%
  • Fraudes na internet: 2%
  • Roubos de cargas: 1%
  • Nenhum: 0%
  • Outros: 1%
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Esta também foi a primeira vez que a Quaest perguntou a percepção das pessoas sobre a declaração do presidente Lula sobre traficantes de drogas serem vítimas dos usuários. A frase foi dita em uma coletiva de imprensa durante a última viagem interacional do chefe do Executivo, enquanto ele estava na Indonésia.


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