
Passo Fundo integrou os estudos clínicos da Butantan-DV, primeira vacina contra a dengue desenvolvida integralmente no Brasil. O Instituto Méderi participou da pesquisa nacional que envolveu mais de 16 mil voluntários.
De acordo com a diretora do instituto, Keyla Deucher, a participação posiciona o município do norte gaúcho como referência regional em ciência aplicada.
— A integração de Passo Fundo neste estudo reforça nossa vocação para a pesquisa científica e inovação, e nos coloca ao lado dos grandes centros que desenvolvem conhecimento de impacto nacional e internacional. A participação dos voluntários passo-fundenses é motivo de orgulho para toda a comunidade e evidencia o quanto nossa região pode contribuir para avanços em saúde pública — disse.
Os voluntários que participaram do estudo tiveram acesso antecipado à vacina. Atualmente, eles já estão imunizados contra a dengue.
A vacina é tetravalente, com proteção para os quatro sorotipos do vírus da dengue, e será aplicada em dose única em pessoas de 12 a 59 anos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o imunizante apresentou eficácia global de 74,7% contra a dengue sintomática, além de perfil de segurança adequado, com eventos adversos leves ou moderados, como dor de cabeça, exantema e fadiga.
O Termo de Compromisso firmado entre o Instituto Butantan e a Anvisa prevê monitoramento contínuo, apresentação de dados complementares e acompanhamento pós-mercado, garantindo segurança e eficácia no uso ampliado da vacina.
No início de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou as diretrizes para o uso da nova vacina. Conforme o ministro Alexandre Padilha, a previsão é que as primeiras 1,3 milhão de doses sejam disponibilizadas até o fim de janeiro de 2026.
Elas serão destinadas aos profissionais da Atenção Primária. A vacinação começará pelos adultos com 59 anos, com expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos.
Com a etapa técnica finalizada, o Ministério da Saúde indicou que a vacina poderá seja incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A expectativa é que no futuro, o imunizante esteja disponível para toda a população no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a capacidade produtiva do Instituto Butantan.
Fonte: GZH