POLÍTICA
13/01/2026 às 15:44 por Redação


Eduardo Leite defende união entre PP e MDB no Piratini para sucessão de seu governo

Eduardo Leite defende união entre PP e MDB no Piratini para sucessão de seu governo
Foto: Reprodução/GZH

O governador Eduardo Leite (PSDB) enfrenta um impasse em relação ao sucessor de sua gestão à frente do Executivo do Rio Grande do Sul. Com a aproximação das eleições, que acontecem em outubro deste ano, e frente à impossibilidade de candidatar-se mais uma vez ao cargo, ele deverá definir um nome que dê continuidade ao seu projeto de governo no pleito. Entretanto, dois nomes despontam de dentro do Piratini como pré-candidatos: o vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo (PP).

Polo deixou o cargo nesta segunda-feira (12) em uma despedida realizada no próprio Piratini com a prestação de contas da sua gestão à frente da pasta. O evento foi acompanhado por Leite, que evitou abordar temas eleitorais durante sua fala oficial. Entretanto, durante entrevista coletiva, comentou os nomes que buscam o comando do governo estadual. Para ele, o ideal seria garantir que a união entre os partidos perdure durante o pleito. 

“Tenho absoluta confiança que, com o bom diálogo que sempre tivemos entre os partidos, no momento adequado, logo mais à frente, vamos ter a oportunidade de definir conjuntamente com quem possa representar esse projeto (de governo) e a sua continuidade. Mas todos estiveram juntos (na gestão), é importante que nos mantenhamos unidos para evitar que o Estado retroceda aos nossos olhos. No momento adequado, vamos achar o entendimento de todas essas forças”, defendeu Leite.

Em relação ao seu vice, ele destacou que seria a sucessão “natural”. O governador, inclusive, participou da convenção partidária do MDB que confirmou o número dois do Piratini como pré-candidato, realizada em 29 de novembro, e defendeu a escolha do nome. Na ocasião, ele discursou em prol de Gabriel e se comprometeu a percorrer o Estado junto a ele durante a campanha eleitoral em 2026.

Na despedida de Polo, ele reafirmou sua confiança no nome de Gabriel, mas considerou que a construção deve ser coletiva: "Tem uma trajetória extensa na vida pública, também como deputado estadual, como presidente da Assembleia Legislativa, como vice-governador. Tem as credenciais para se apresentar e é um nome natural dentro da linha da sucessão. Mas isso é uma decisão que não é simplesmente por conta dessa linha sucessória, é de um grupo político. E esse grupo político tem uma base de partidos que começam a discutir, começam a conversar”, pontuou Leite.

E é nesse aspecto que a candidatura de Polo emerge. “Os progressistas estiveram no governo (do ex-governador José Ivo) Sartori (MDB), no nosso primeiro governo e no nosso segundo governo. Fazem parte dessa jornada de transformação recente do Rio Grande do Sul. É um partido grande, estruturado nos municípios, com uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. Tem toda a legitimidade de aspirar a protagonizar esse processo (de sucessão) e está dentro do seu processo de discussão interna agora para a definição de candidaturas”, acrescentou o governador.

Essa discussão interna, aliás, terá um novo capítulo no dia 20 deste mês, quando a executiva estadual deverá se reunir em uma tentativa de bater o martelo quanto ao nome que representará o partido nas eleições. Afinal, além de Polo, o presidente estadual do PP, Covatti Filho, também está na disputa. A legenda deve decidir também sobre a permanência ou não no governo. Um grupo deseja apoiar a sucessão de Leite e permanecer na base. Outro, integrar uma composição na pré-candidatura de Luciano Zucco (PL).

Outro impasse tem sido em relação à escolha da data, vista como precoce por parte dos filiados à sigla. Polo está entre eles e chegou a criticar a escolha durante a coletiva de imprensa. “Manifestei pessoalmente e várias lideranças também manifestaram ao presidente (do PP) que essa reunião seja postergada. Temos um prazo muito curto e estamos começando o ano eleitoral agora. É agora que começam as tratativas políticas e as próprias composições em nível nacional que trazem algum reflexo nos Estados. Não concordamos com essa data. Até porque até o dia de hoje minha dedicação era exclusiva, total e intensa à Secretaria”, reclamou.

Após deixar a secretaria, Polo retorna à sua cadeira na Assembleia Legislativa. Com isso, quem deixa o parlamento é o deputado estadual Issur Koch, que era suplente da legenda. Na pasta de Desenvolvimento Econômico, o secretário-adjunto, Leandro Evaldt atuará interinamente até que um novo nome seja anunciado.

Fonte: Jornal do Comércio 


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