SAÚDE
20/03/2026 às 10:59 por Redação


Queda da patente do Ozempic abre espaço para versões mais baratas das canetas emagrecedoras

Queda da patente do Ozempic abre espaço para versões mais baratas das canetas emagrecedoras

Terminou nesta sexta-feira (20) a patente exclusiva da farmacêutica Novo Nordisk do princípio ativo semaglutida no Brasil – do qual são feitos os medicamentos emagrecedores Ozempic, Wegovy e Rybelsus. Com isso, a expectativa é de que genéricos e similares mais baratos cheguem, gradualmente, às farmácias do país.

O laboratório, responsável por desenvolver a solução injetável de semaglutida, teve prazo de 20 anos para vender remédios que utilizassem esse princípio ativo. A partir de agora, a patente cai em domínio público, permitindo a fabricação de genéricos e similares, o que aumenta a concorrência e reduz os preços.

Junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia, nesta quinta-feira (19), 13 pedidos de registro de remédios contendo semaglutida – 11 sintéticos e dois biológicos – e oito pedidos de registro de remédios contendo liraglutida, cuja patente expirou no ano passado. Destes, quatro estão em análise neste momento: dois de semaglutida e dois de liraglutida. "Não é uma liberação imediata do medicamento, mas o fim da exclusividade. Isso abre espaço para concorrência, mas cada novo produto ainda precisa passar por aprovação da Anvisa", diz Carolina Leães, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

O pedido de registro de farmacêuticas à Anvisa já ocorria antes mesmo da queda da patente porque o registro trata de uma avaliação de eficácia e segurança daquele medicamento. Já a patente trata do direito de exploração do remédio, sem analisar aspectos técnicos e farmacológicos.

Isabela Sander | GZH


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