
Oito meses após a contratação, a atualização do anteprojeto de proteção de Eldorado do Sul, cidade castigada pela catástrofe climática de 2024, será apresentada à comunidade ainda nesta semana. A afirmação é do governador Eduardo Leite, feita nesta quarta-feira (29) em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
— Hoje (quarta-feira) ou amanhã deve haver a reunião da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado, com a prefeita e com lideranças de Eldorado do Sul apresentando essa atualização. Temos a expectativa de fazer essa reunião porque a empresa está concluindo agora os anteprojetos com a orçamentação — afirmou Leite.
A atualização do anteprojeto foi realizada pela Hidrostudio Engenharia, de São Paulo. O contrato foi assinado em agosto de 2025. A previsão inicial de entrega era de seis meses. De posse das conclusões da atualização do anteprojeto, o Estado ainda terá de contratar os projetos básico e executivo e elaborar os estudos ambientais antes de iniciar a execução da obra. Conforme Leite, trata-se de um projeto complexo e Eldorado do Sul não pode receber apenas uma obra emergencial.
— Emergencial não há como fazer porque a cidade está toda no canto, na esquina do (rio) Jacuí, quando vai em direção ao Guaíba. Ela está toda vulnerável. Então, é um projeto novo que vai fortificar a cidade. Envolve diques em toda a cidade, sistema de drenagem e casas de bombas — explicou o governador.
Na entrevista, Eduardo Leite também fez um balanço da situação do Rio Grande do Sul no que diz respeito à proteção contra cheias. Conforme ele, o Estado "está mais preparado" para novos eventos. Entre os desafios que ainda precisam ser vencidos, além da proteção de Eldorado do Sul, reforçou que o Estado bancará a obra emergencial do dique do bairro Sarandi, em Porto Alegre, e destacou a área da habitação nos municípios atingidos pela enchente.
O governador prometeu acelerar a entrega de casas nos próximos meses, afirmando que os terrenos foram liberados e as modalidades de construção permitem a conclusão em até cinco meses.
Fonte: Paulo Rocha/GZH