POLÍCIA
25/05/2026 às 08:12 por Patrick Siede


Marines Rodrigues havia sido assistida pela Patrulha Maria da Penha antes de feminicídio em Santo Ângelo

Marines Rodrigues havia sido assistida pela Patrulha Maria da Penha antes de feminicídio em Santo Ângelo
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Santo Ângelo registrou, na noite de domingo, 24, o primeiro feminicídio de 2026. A vítima foi identificada como Marines Rodrigues, de 40 anos, funcionária do Hospital Regional das Missões (HRM), onde atuava na equipe de higienização hospitalar. O crime ocorreu no bairro Santa Bárbara. Conforme informações apuradas pela reportagem junto ao subcomandante do 27º Batalhão de Polícia Militar, capitão Valandro, Marines já havia sido acompanhada pela Patrulha Maria da Penha de Santo Ângelo.

Segundo Valandro, a vítima havia solicitado a revogação das medidas protetivas que estavam em vigor. “Por solicitação própria, ela solicitou que fossem revogadas as medidas, ela não queria mais as medidas protetivas. E, inclusive, dia 19 de maio, saiu uma ordem judicial revogando a medida protetiva dela, por solicitação da própria vítima”, informou o capitão ao Grupo Sepé.

O caso reacende o alerta sobre a complexidade da violência doméstica e a importância da rede de proteção às mulheres. A Patrulha Maria da Penha atua no acompanhamento de vítimas com medidas protetivas, realizando visitas e monitoramento para prevenir novos episódios de violência.

Marines foi morta pelo companheiro, que é apontado como principal suspeito do crime. O homem segue sendo procurado pelas forças de segurança. A Brigada Militar realiza diligências desde a noite de domingo para tentar localizá-lo.

Este é o primeiro feminicídio consumado registrado em Santo Ângelo desde 2021. Apesar de o município ter ficado mais de quatro anos sem mortes dessa natureza, tentativas de feminicídio foram registradas nos últimos anos.

Redação do Grupo Sepé


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