
Neste domingo (31), celebra-se o Dia Mundial sem Tabaco. No RS, porém, a data também é de alerta. Dados do IPC Maps, empresa especializada em potencial de consumo, indicam que o gasto com o consumo de produtos derivados ou relacionados ao tabaco pela população brasileira deve aumentar 8,5% em relação ao ano passado. No ano de 2025, a população gastou R$ 32,1 bilhões e este ano, a projeção aponta um gasto de R$ 34,8 bilhões.
No Rio Grande do Sul, os gastos deverão chegar a R$ 3,16 bilhões. Em 2025, foram de R$ 2,92 bilhões. A se confirmar a projeção, isso representará um crescimento de 8,3%. De acordo com Marcos Pazzini, diretor do IPC Maps, embora o Rio Grande do Sul tenha perdido participação no consumo nacional (perdeu a quarta posição para o Pará), o aumento no consumo ainda está acima da média.
No cálculo, são levadas em conta as despesas com cigarros, charutos, fumo para cachimbo, fumo para cigarros e outros artigos para fumantes, como fósforos, isqueiros etc.
"Esse aumento de 8,3% indica que é um hábito do gaúcho, mesmo que nem todos confirmem como um vício, ele ainda prevalece acima das demais despesas de consumo", afirma o diretor.
O estudo diz que de acordo com os perfis de renda de consumo, a classe A gastará R$ 118,6 milhões, a classe B, R$ 838,6 milhões, a classe C R$ 1,66 bilhão e as classes D/E R$ 552,6 milhões. A classe que mais consome produtos derivados de tabaco é a classe C (classe média), que gastou R$ 1,45 bilhão no ano de 2025 e deve gastar R$ 1,66 bilhão no ano de 2026, representando uma variação de +14,4% no Rio Grande do Sul.
"É a primeira vez que isso acontece, por mais que a classe C não tenha mais poder aquisitivo do que as outras, ela possui maior concentração de domicílios, o que é compreensível, mas o que mais chama atenção é o aumento da possibilidade de compra, através do aumento do emprego em regime CLT. O cidadão tem um valor garantido no final do mês, o que possibilita a compra desses produtos, juntamente com as despesas básicas", explica o diretor.
Pazzini também estima que uma das razões do aumento do consumo de produtos derivados do tabaco no Rio Grande do Sul se dê pelas produtoras de tabaco concentradas no Estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul representa 96% da produção nacional de folhas de tabaco, o que pode ocasionar, de acordo com o diretor, maior acesso a esse produto.
Fonte: Jornal do Comércio