
O Brasil vive um debate sobre a possível redução da escala 6x1. Essa jornada de trabalho funciona no modelo em que o trabalhador atua seis dias por semana e tem um dia de folga.
No dia 27 de maio, a proposta avançou na Câmara dos Deputados. No primeiro turno, a votação terminou com 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, foram 461 votos a favor e 19 contra.
Mesmo com a aprovação na Câmara, a PEC ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de entrar em vigor.
A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho dos trabalhadores contratados pelo regime CLT. A ideia é ampliar o período de descanso, garantindo dois dias de folga por semana.
Atualmente, a carga horária máxima é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Com a proposta aprovada na Câmara, a jornada poderá ser reduzida gradualmente para 40 horas semanais.
Apesar do avanço na Câmara dos Deputados, a PEC ainda não virou lei.
Agora, o texto segue para o Senado Federal, onde precisará passar por duas votações e obter, no mínimo, 49 votos favoráveis em cada turno.
Se for aprovada no Senado, a PEC passa a integrar a Constituição Federal brasileira. Diferentemente de projetos de lei comuns, uma PEC não precisa da assinatura do Presidente da República para entrar em vigor.
Dois nomes se destacam no debate sobre o fim da escala 6x1, a deputada federal Erika Hilton e o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo.
A deputada levou a proposta ao Congresso Nacional e se tornou uma das principais vozes políticas do tema.
Já o vereador criou o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou força nas redes sociais ao abordar a rotina de trabalhadores que atuam na escala 6x1.
Fonte: Ana Carolina Zago/Redação do Grupo Sepé