
O Aeroporto Municipal João Batista Bos Filho, em Ijuí, opera atualmente com uma das estruturas mais qualificadas entre os aeródromos regionais do Rio Grande do Sul. Com funcionamento 24 horas, pista asfaltada e balizamento noturno, o terminal atende operações da aviação executiva, aeromédica, militar, de instrução e agrícola, consolidando papel logístico importante no Noroeste do Estado.
Apesar da operação já estruturada na aviação geral, a chegada de voos comerciais regulares ainda depende de investimentos. A principal necessidade é a ampliação da pista de pouso e decolagem, que hoje tem 1.280 metros de comprimento e 23 metros de largura. A previsão é de que a pista seja ampliada em 500 metros, além de receber reforço na compactação.
Segundo o gestor do aeroporto, Carlos Schulz, a intervenção permitirá a operação de aeronaves de maior porte. O planejamento também prevê novos sistemas de comunicação por rádio, estrutura para abastecimento e modernização do terminal de passageiros. Desde 2021, a administração municipal mantém tratativas com companhias aéreas para tentar viabilizar ao menos uma rota regular ligando Ijuí a grandes centros. No entanto, a consolidação do projeto depende do avanço das obras e da qualificação da infraestrutura.
Atualmente, a operação aeromédica é um dos pilares do aeroporto, garantindo transporte de pacientes de alta complexidade para hospitais de referência. O terminal também facilita o deslocamento de executivos e investidores, reduzindo o tempo de viagem em relação ao transporte rodoviário.
Outra frente em estudo é a transformação do aeroporto em terminal de carga. A proposta busca adequar a estrutura para receber aeronaves maiores e impulsionar cadeias de importação e exportação de indústrias locais. O município também trabalha na criação de marcos legais para atrair empresas ao entorno do aeroporto, como hangares, oficinas de manutenção e operadores ligados ao setor agrícola. Há ainda articulação com o Governo do Estado para buscar recursos destinados à modernização do complexo.
Além da logística, o aeroporto abriga o Centro de Instrução de Aviação Civil, responsável pela formação de pilotos. O aeroclube conta com dois hangares, 34 aeronaves, quatro instrutores e um checador. A estrutura forma de sete a dez alunos por ano, mas o alto custo segue como principal entrave. Conforme Schulz, a formação completa pode variar de R$ 45 mil a R$ 250 mil. Mesmo assim, o aeroclube projeta expansão, com novo hangar, simulador de voo e criação de cursos de piloto comercial e instrutor de voo.
Redação do Grupo Sepé com informações do Jornal do Comércio