POLÍCIA
11/06/2026 às 10:24 por Patrick Siede


Denarc prende 27 pessoas em operação contra lavagem de dinheiro de facção gaúcha

Denarc prende 27 pessoas em operação contra lavagem de dinheiro de facção gaúcha
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Uma investigação da Polícia Civil revelou uma rede articulada usada para ocultar valores obtidos por uma das maiores facções criminosas do Rio Grande do Sul com o tráfico de drogas. Nesta quinta-feira, 11, o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, o Denarc, deflagrou a Operação Apakani, com ações no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Até o momento, 27 pessoas foram presas. Os policiais cumprem 28 mandados de prisão preventiva e cinco de prisão temporária. Entre os alvos, nove são presidiários que, segundo a investigação, continuavam envolvidos em atividades criminosas mesmo dentro do sistema prisional.

A operação também cumpre 69 mandados de busca e apreensão, 59 bloqueios de contas bancárias e 14 sequestros de veículos. Há autorização judicial para apreensão de dinheiro em espécie, joias e outros veículos de alto padrão.

De acordo com o delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro, o grupo tentava transformar em “lícitos” os valores arrecadados com a venda de drogas, utilizando investimentos em empresas, imóveis e veículos de alto padrão.

A investigação começou após a apreensão de cerca de 1,2 tonelada de maconha em Canoas, na Região Metropolitana, em novembro de 2023. A droga estava em uma casa usada como ponto de armazenamento. A partir dessa ocorrência, os policiais identificaram uma rede de tráfico e envio de valores para fora do Estado.

Conforme o Denarc, a organização movimentou ao menos R$ 21 milhões por meio de mecanismos de lavagem de dinheiro. A apuração identificou uso de contas de terceiros, depósitos fracionados, saques rápidos, triangulações financeiras e empresas de fachada.

Ao menos 20 empresas foram identificadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os negócios atuavam em diferentes áreas, como alimentação, revenda de veículos, refrigeração, eletrônica e prestação de serviços. Algumas empresas eram reais, enquanto outras seriam de fachada ou fantasmas.

No Rio Grande do Sul, a operação ocorre em cidades como Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria.

Redação do Grupo Sepé com informações de GZH


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