
A sífilis segue sendo uma preocupação para a saúde pública em Santo Ângelo. Entre janeiro e maio deste ano, a rede municipal realizou 1.539 testes rápidos, dos quais 67 apresentaram resultado positivo, o equivalente a 4,4% do total. No mesmo período de 2025, foram registrados 61 casos. Ao longo de todo o ano passado, cerca de 200 diagnósticos positivos foram identificados na rede municipal.
A doença é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Um dos principais desafios para o controle da sífilis é que seus sintomas iniciais costumam ser discretos. Em muitos casos, surge uma pequena ferida indolor que desaparece espontaneamente, levando à falsa impressão de cura. Sem tratamento, a infecção continua evoluindo e pode causar complicações neurológicas, cardiovasculares e outros agravos à saúde.
Em Santo Ângelo, todas as unidades de saúde oferecem testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites virais. Os exames são gratuitos, seguros, realizados por profissionais capacitados e não exigem agendamento prévio. Após o diagnóstico, o tratamento também é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser iniciado na própria unidade de saúde.
Além das unidades básicas, o SAE/CRAIP realiza testagens, orientações e acompanhamento especializado. O serviço está localizado na Rua Antunes Ribas, nº 2689, em frente ao Colégio Missões.
Fernanda Nascimento Teichmann, farmacêutica responsável pelo SAE/Centro Regionalizado de Atenção Integral e Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV/AIDS e Coinfecções de Santo Ângelo, destaca a importância da busca precoce por atendimento. “A sífilis tem cura e o atendimento é realizado de forma acolhedora e sigilosa. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, mais simples e eficaz será o tratamento. Nossas equipes estão preparadas para orientar, testar e acompanhar os pacientes”, afirma.
A orientação é que pessoas sexualmente ativas realizem exames periódicos, utilizem preservativo e procurem atendimento em caso de sintomas ou situações de risco. A prevenção e o diagnóstico precoce seguem sendo as principais ferramentas para reduzir os casos da doença.
Redação do Grupo Sepé