CIDADE
22/06/2026 às 09:41 por Patrick Siede


Santo Ângelo cresce 9,3% no empreendedorismo e registra 516 novas empresas em 2026

Santo Ângelo cresce 9,3% no empreendedorismo e registra 516 novas empresas em 2026
Foto: Pamela Gutkoski/Grupo Sepé (vedada a reprodução sem citar a fonte)

Santo Ângelo iniciou 2026 com um sinal positivo para a economia local. Entre janeiro e abril, o município registrou a abertura de 516 empresas, contra 472 no mesmo período de 2025. O crescimento representa 44 novos negócios a mais e uma alta de aproximadamente 9,3%, conforme dados da Casa do Empreendedor.

O resultado confirma uma tendência observada nos atendimentos realizados pela Sala do Empreendedor: o aumento da formalização, especialmente entre Microempreendedores Individuais, os MEIs. Segundo a administradora e coordenadora da Casa do Empreendedor, Marisete dos Santos Leite, os MEIs seguem representando a maior parte das formalizações no município.

Conforme Marisete, muitos profissionais que antes atuavam na informalidade passaram a buscar a regularização, principalmente nas áreas de prestação de serviços, comércio online, beleza, alimentação e pequenos serviços especializados. Também aumentou a procura por orientações sobre emissão de notas fiscais, acesso a crédito e participação em licitações públicas.

O movimento acompanha uma tendência estadual e nacional. O MEI se consolidou como a principal porta de entrada para novos empreendedores, por oferecer um processo mais simples, menor custo tributário e menos burocracia. Em Santo Ângelo, esse modelo tem impulsionado a geração de renda, a autonomia profissional e a abertura de novas oportunidades.

Além do empreendedorismo por necessidade, a Casa do Empreendedor identifica um crescimento de pessoas que empreendem por oportunidade. São trabalhadores que buscam independência financeira, novas fontes de renda e espaço no mercado, especialmente por meio do ambiente digital e da prestação de serviços.

ELES APOSTARAM NA CIDADE

Na prática, esse cenário aparece em histórias como a do restaurante e bar Sol Nascente, instalado às margens da ERS-344, em Santo Ângelo. O empreendimento é conduzido por Jonathan Zamora, Edgar Bandres, Júlia Pianesso e Poliana Kubotani, que apostaram no potencial da cidade para transformar um sonho em negócio.

Zamora, venezuelano que vive há quase 10 anos no Brasil e há sete em Santo Ângelo, conta que chegou ao município sem estrutura financeira, mas encontrou espaço para trabalhar e crescer. Antes de empreender na área da gastronomia, ele atuava como enfermeiro na Venezuela. No Brasil, começou trabalhando em uma casa de repouso e, depois, iniciou uma empresa de marmitas.

A trajetória levou ao Calçadão Lanches, no centro da cidade, e posteriormente ao Sol Nascente, empreendimento que une alimentação, lazer e contato com a natureza. O nome do espaço tem valor afetivo: é uma homenagem ao pai de Poliana, descendente de japoneses, que tinha uma propriedade chamada Sol Nascente. “Santo Ângelo tem muito potencial. É uma cidade muito bonita, com muitas famílias. Eu senti que havia muito a fazer e que nós poderíamos oferecer mais para as famílias daqui”, afirmou Zamora.

O empresário avalia que Santo Ângelo tem condições de crescer ainda mais e servir de exemplo para jovens e novos empreendedores. “Eu cheguei aqui sem nada, só com uma mochila nas costas. Trabalhando, a gente consegue. Muitos jovens podem se ver nessa história e entender que, com trabalho, é possível conquistar”, destacou.

TURISMO

O Sol Nascente também pretende se posicionar como um ponto de apoio ao turismo regional. A ideia dos proprietários é oferecer um espaço de parada para quem trafega pela ERS-344, com informações sobre Santo Ângelo e a região das Missões. O objetivo é integrar gastronomia, lazer e acolhimento aos visitantes.

A proposta dialoga com o momento econômico do município, que busca fortalecer o empreendedor local e atrair novos investimentos. Para Marisete dos Santos Leite, Santo Ângelo demonstra um ambiente favorável à formalização e ao fortalecimento dos pequenos negócios.

LIVRE INICIATIVA

O crescimento na abertura de empresas reforça a importância da livre iniciativa como motor da economia. Cada novo CNPJ representa uma oportunidade de renda, trabalho, circulação de recursos e desenvolvimento. Em um cenário de maior acesso à informação, capacitações e apoio institucional, Santo Ângelo avança com base no esforço de quem acredita, investe e empreende.

Redação do Jornal A Tribuna Regional 


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