POLÍTICA
29/06/2026 às 21:00 por Ana Carolina Zago


Flávio Bolsonaro defende transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém se for eleito

Flávio Bolsonaro defende transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém se for eleito
Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, sob seu eventual governo, "o Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas" da América do Sul. A declaração ocorreu durante discurso para a comunidade judaica de Buenos Aires, na Argentina, na noite deste domingo (28).

Se eleito presidente, o senador disse que irá transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, além de restabelecer a representação diplomática brasileira no país com a nomeação de um novo embaixador.

"Em 2027, o Brasil não apenas voltará a ter embaixador em Israel, como dará o passo de transferir sua embaixada para a capital de Israel: Jerusalém. Mais do que isso. O Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas da nossa região", declarou.

A proposta de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém é vista como um aceno ao eleitorado evangélico,  que associam Jerusalém a passagens sobre a volta de Jesus Cristo.

Flávio também afirmou que pretende aderir aos chamados "Acordos de Isaac", iniciativa apresentada como uma extensão dos Acordos de Abraão, e criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com ele, o atual governo "prefere o abraço do Irã" e teria prejudicado a relação diplomática entre Brasil e Israel.

O Brasil está sem embaixador em Israel desde maio de 2024, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a saída definitiva do então representante diplomático brasileiro. A medida ocorreu após Lula ter sido declarado "persona non grata" pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em fevereiro daquele ano.

A crise diplomática começou depois de Lula comparar a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao genocídio de judeus promovido pelo regime nazista de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante o discurso, Flávio também acusou o governo brasileiro de adotar posições favoráveis ao Irã e ao grupo palestino Hamas. Ele classificou o presidente Lula como "antissemita" e afirmou que, caso seja eleito, pretende reaproximar o Brasil de Israel e dos Estados Unidos.

O senador ainda disse que o combate ao terrorismo, ao antissemitismo e ao narcotráfico será um dos pilares de sua política externa.

Fonte: CNN Brasil 


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