
O período eleitoral se aproxima. A partir do dia 16 de agosto começam as propagandas eleitorais. Nesse período, também ocorrem debates entre pré-candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais.
Até o dia oficial da votação, quando os cidadãos brasileiros vão às urnas e depositam seus votos, ainda há um longo caminho a ser percorrido pelos políticos. Surgem nesse período jingles políticos, slogans, vídeos, fotos de campanha e os tradicionais santinhos com rosto e número dos candidatos.
Atualmente, as redes sociais se tornaram uma ferramenta importante para o marketing político, permitindo maior aproximação entre candidatos e eleitores. Por meio delas, políticos podem divulgar suas propostas e ações para a sociedade.
Além disso, a inteligência artificial surge como uma ferramenta que pode ser usada de forma positiva na comunicação política. No entanto, também há um lado preocupante. Com o avanço da IA, aumentam os casos de vídeos, imagens e áudios gerados por inteligência artificial para simular pessoas reais, conhecidos como deepfakes.
Estima-se que cerca de 56,8% da população mundial esteja ativa nas redes sociais. Com esse alcance, a inteligência artificial tem potencial para influenciar o ambiente digital em que os usuários navegam, incluindo plataformas como Instagram, TikTok, Facebook e YouTube, além do cenário eleitoral, segundo pesquisa da UNESCO.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso de deepfakes em campanhas eleitorais e estabelece a obrigatoriedade de sinalização quando conteúdos forem gerados por inteligência artificial. Em caso de descumprimento, o candidato pode sofrer sanções como cassação de mandato (se já eleito), multa eleitoral e inelegibilidade. O TSE considera que a circulação de deepfakes pode manipular a opinião do eleitor, distorcer a imagem de candidatos e comprometer a igualdade da disputa.
Fonte: Ana Carolina Zago/Redação do Grupo Sepé