REGIÃO
02/07/2026 às 09:05 por Patrick Siede


Soli3 inicia obras de complexo industrial de R$ 1,25 bilhão em Cruz Alta

Soli3 inicia obras de complexo industrial de R$ 1,25 bilhão em Cruz Alta
Foto: Prefeitura de Cruz Alta/Reprodução

Cruz Alta iniciou uma nova etapa de desenvolvimento econômico com o começo das obras da Soli3 União Central Cooperativa. O empreendimento, com investimento previsto de R$ 1,25 bilhão, é considerado o maior projeto privado já instalado no município e será voltado à industrialização da soja e à produção de biocombustíveis.

A Soli3 recebeu recentemente do Governo do Estado a Licença de Instalação, etapa que conclui o processo de licenciamento ambiental e autoriza o início das obras. Os primeiros serviços envolvem terraplanagem e montagem do canteiro. A contratação da empresa responsável pelas obras civis está em fase final, com início previsto também para o segundo semestre de 2026.

O ato de início das obras contou com a presença do vice-governador Gabriel Souza, da prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Facco Librelotto, dos deputados Pedro Westphalen e Rafael Braga Librelotto, além de lideranças cooperativistas, prefeitos, vereadores, empresários e representantes do agronegócio.

Em seu pronunciamento, a prefeita Paula destacou que o empreendimento é resultado de planejamento, articulação e construção de confiança entre o poder público e a iniciativa privada. Segundo ela, Cruz Alta passa a escrever uma das páginas mais importantes de sua história. “Não estamos apenas iniciando uma obra, estamos construindo um novo futuro para a nossa cidade”, afirmou.

A Soli3 nasce da união estratégica entre Cotrijal, Cotripal e Cotrisal. Juntas, as cooperativas abrangem mais de 100 municípios e atendem mais de 35 mil associados. O complexo terá capacidade de armazenagem de 160 mil toneladas de grãos.

Na primeira fase, a planta poderá processar três mil toneladas de soja por dia, chegando a um milhão de toneladas por ano. A produção de biocombustível deverá alcançar 600 toneladas por dia, ou 200 mil toneladas anuais. Em uma segunda fase, a capacidade de processamento deve chegar a 7,2 mil toneladas de soja por dia.

O complexo produzirá biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento anual projetado em R$ 2,5 bilhões. O presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, afirmou que a conquista da licença marca o passo definitivo para a construção do empreendimento.

Já o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou que o início das obras representa a concretização de um projeto planejado ao longo dos últimos anos e que deverá gerar impactos positivos para cooperativas, comunidades e para o Rio Grande do Sul.

O vice-governador Gabriel Souza ressaltou que o Estado precisa avançar no beneficiamento dos grãos e na ampliação da cadeia produtiva. Para ele, os biocombustíveis representam um caminho estratégico para o futuro da economia gaúcha.

Redação do Grupo Sepé com informações da Prefeitura de Cruz Alta 


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