NACIONAL
02/07/2026 às 09:28 por Patrick Siede


Brasil cai sete posições em ranking mundial de competitividade

Brasil cai sete posições em ranking mundial de competitividade
Foto: Reprodução

O Brasil caiu sete posições na edição de 2026 do ranking mundial de competitividade elaborado pelo instituto suíço IMD, em parceria técnica com a Fundação Dom Cabral. O país passou a ocupar a 65ª posição entre 70 economias analisadas, ficando entre os dez últimos colocados da lista. O levantamento, realizado há 38 anos pelo IMD World Competitiveness Center, avalia a capacidade dos países de criar e manter um ambiente favorável à competitividade das empresas. A análise considera quatro pilares principais: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.

Nesta edição, o Brasil perdeu posições em todos os pilares avaliados. As maiores quedas ocorreram em eficiência empresarial, com recuo de 11 posições, e em eficiência governamental, com perda de seis posições. Segundo o instituto, o crescimento dos gastos governamentais aparece entre os principais desafios enfrentados pelo país. O resultado de 2026 reverte o avanço registrado no ano anterior. Em 2025, o Brasil havia subido quatro posições em relação a 2024, mas voltou a perder espaço na comparação internacional.

Com a nova colocação, o Brasil aparece atrás de Gana, que ocupa a 64ª posição, e à frente de Botsuana, em 66º lugar. Entre os seis países latino-americanos analisados, apenas a Venezuela, última colocada do ranking, ficou abaixo do Brasil. Chile, Argentina, Colômbia e Peru aparecem à frente. No topo da lista, Singapura retomou a liderança mundial em competitividade, seguida por Hong Kong e Suíça. Também aparecem entre os dez primeiros colocados Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Suécia e Estados Unidos.

Na parte inferior do ranking estão Peru, Romênia, México, Eslováquia, Gana, Brasil, Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela. De acordo com o relatório, a capacidade de adaptação das economias passou a ser um dos fatores decisivos para a competitividade global, especialmente em um cenário marcado por mudanças econômicas, fiscais e comerciais.

Redação do Grupo Sepé com informações do Jornal do Comércio 


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