
Capitão comandou a virada da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra.
Lionel Messi, aos 39 anos, continua ampliando sua lenda. O capitão comandou a virada da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra nesta quarta-feira, 15, em Atlanta, garantindo a Albiceleste em mais uma final de Copa do Mundo. Os atuais campeões perdiam até os 85 minutos no estádio Mercedes-Benz, após gol de Anthony Gordon aos 55', mas a reação liderada pelo camisa 10 manteve vivo o sonho do tetracampeonato.
Desta vez, Messi não marcou, mas decidiu o jogo com duas assistências: serviu Enzo Fernández para o empate aos 85' e fez o cruzamento para a cabeçada vitoriosa de Lautaro Martínez aos 90+2'. "São sensações especiais. O grupo sentiu isso. Era um jogo que o povo argentino e nós queríamos muito vencer. Continua sendo um confronto especial", declarou o craque após a partida.
Sem repetir os lances históricos de Maradona em 1986, as duas assistências de Messi foram suficientes para carimbar o passaporte para a decisão e manter a invencibilidade histórica da Argentina em semifinais de Copa. No domingo, ele disputará sua segunda final consecutiva — a terceira de sua carreira —, buscando fazer da Argentina a primeira seleção a defender o título desde o Brasil de 1962. Único remanescente do elenco vice-campeão de 2014, Messi igualará o brasileiro Cafu como os únicos atletas a jogarem três finais de Copa do Mundo.
"É incrível disputar finais consecutivas. Mais uma vez, conseguimos o resultado em situação difícil. Nunca deixamos de acreditar", resumiu o camisa 10, que já havia liderado virada semelhante contra o Egito nas oitavas e agora soma o recorde de 33 jogos em seis Copas. Embora passe períodos discretos em campo, ele mantém o poder de decidir no momento exato. "Senti que controlamos o jogo na maior parte do tempo, mas os jogadores mais perigosos do mundo criam quando têm a bola no terço final. Ele fez isso de novo hoje, não é por acaso", admitiu o capitão inglês, Harry Kane.
Uma vitória contra a Espanha no domingo pode acirrar o debate sobre quem é o maior de todos os tempos. Pelé e Maradona disputaram duas finais cada (Maradona venceu uma). Messi também lidera a artilharia histórica dos Mundiais com 21 gols, seguido de perto por Kylian Mbappé (20), que disputará o terceiro lugar contra a Inglaterra no sábado.
A Copa de 2022, apontada por muitos como sua despedida, tornou-se o prelúdio de uma jornada estendida após duas temporadas no Inter Miami, onde a menor exigência física o ajudou a chegar em alto nível nos Estados Unidos. Enquanto a permanência de Cristiano Ronaldo em Portugal é questionada, Messi segue decisivo. "Ele é o líder e a peça-chave de qualquer equipe", elogiou o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel.
A final de domingo terá um significado especial: será o primeiro confronto oficial de Messi contra a Espanha, país onde viveu por duas décadas desde que chegou ao Barcelona, aos 13 anos, e do qual possui cidadania. Antes de pensar em aposentadoria e em um eventual retorno a Castelldefels, o foco de Messi é um só: frustrar os espanhóis e erguer mais uma Copa.
Fonte: Correio do Povo