GERAL
16/07/2026 às 19:00 por Ana Carolina Zago


Polícia Civil investiga clínicas de Gramado e Canela por venda ilegal de canetas emagrecedoras

Polícia Civil investiga clínicas de Gramado e Canela por venda ilegal de canetas emagrecedoras
Foto: Reprodução/Internet

A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta quarta-feira (15), 11 mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga a comercialização ilegal de medicamentos para emagrecimento em Gramado e Canela, na Região das Hortênsias. A ação teve como foco sete clínicas de estética suspeitas de vender produtos sem autorização e em desacordo com a legislação sanitária. Três delas ficam em Canela e quatro em Gramado. Os nomes dos estabelecimentos não foram divulgados.

Segundo o delegado da Polícia Civil de Canela Vladimir Medeiros, a investigação começou após denúncias recebidas pelas delegacias dos dois municípios, que apontavam a oferta irregular de medicamentos, especialmente as chamadas "canetas emagrecedoras". A partir das informações, foram instaurados inquéritos policiais e solicitados os mandados de busca ao Poder Judiciário.

Durante a operação, 14 policiais civis das delegacias de Gramado e Canela, com apoio de equipes de São Francisco de Paula e Nova Petrópolis, além de fiscais e agentes das vigilâncias sanitárias dos dois municípios, cumpriram os mandados em estabelecimentos comerciais e imóveis ligados aos proprietários e responsáveis pelos locais investigados.

Nas diligências, foram apreendidos medicamentos, seringas, agulhas, receituários, documentos e outros materiais que serão analisados e incorporados aos inquéritos policiais.

Conforme o delegado, a Polícia Civil apura a origem dos produtos, a regularidade da comercialização, a possível entrada irregular de medicamentos no país e a prática de crimes contra a saúde pública e as relações de consumo, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

Ainda de acordo com a polícia, o fornecimento ou a aplicação de medicamentos sem autorização legal, sem prescrição médica e em desacordo com as normas sanitárias podem configurar diversos crimes, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão, além de colocar em risco a saúde dos pacientes. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a responsabilidade criminal de cada um.

Fonte: GZH e Pioneiro 


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