
O Rio Grande do Sul passou pela maior enchente de sua história em 2024, deixando 184 pessoas mortas, 25 desaparecidas e mais de 2,3 milhões de pessoas afetadas.
Quase dois anos depois, as chuvas ainda deixam marcas no estado gaúcho. Nas cidades atingidas, é possível ver sinais de onde a água chegou, municípios que foram severamente afetados e pessoas que ainda enfrentam dificuldades para reconstruir suas vidas.
Há previsão de um novo episódio de El Niño em 2026, mas o governo do Rio Grande do Sul lançou o Prepara RS – El Niño, um programa que tem como objetivo capacitar os municípios para enfrentar possíveis eventos extremos, como enchentes e temporais.
Com a previsão do El Niño para a primavera, cresce a atenção para os impactos que o fenômeno pode trazer. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o El Niño pode favorecer chuvas acima da média na Região Sul, aumentando a possibilidade de tempestades e eventos extremos no Rio Grande do Sul.
A Agência Brasil informa que há 81% de chance de o El Niño atingir a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro, com base nos dados da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).
Caso a previsão se confirme, o fenômeno poderá estar entre os maiores El Niños registrados desde 1950. A NOAA também aponta que o El Niño ganhou força em junho, provocando alterações nas temperaturas da superfície do Oceano Pacífico Central e Leste, com aumento superior a 1 °C nessas regiões.
Apesar da possibilidade de um El Niño mais intenso, isso não significa que ocorrerão, necessariamente, novos eventos climáticos extremos. O fenômeno pode aumentar a probabilidade de chuvas intensas, temporais e ondas de calor em diferentes partes do planeta.
Informações retiradas da Agência Brasil.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, próximo à costa da América do Sul. Esse aquecimento modifica a circulação da atmosfera e influencia os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo.
Além disso, o fenômeno pode provocar excesso de chuvas em algumas regiões e períodos de seca em outras.
As cores servem para indicar o nível de severidade dos alertas meteorológicos. Normalmente, o sistema é utilizado para avisos relacionados a chuvas intensas, temporais e ventos fortes. Neste ano, a Defesa Civil também passou a utilizar a classificação para alertas de frio e adicionou um novo nível de alerta: o roxo.
Verde – Normalidade: Não há previsão de fenômenos meteorológicos com potencial de risco.
Amarelo – Alerta Moderado: Indica perigo potencial. Há possibilidade de ocorrência de fenômenos meteorológicos que exigem atenção da população.
Laranja – Alerta Alto: Há risco de chuvas intensas, temporais e ventos fortes, com possibilidade de alagamentos em algumas regiões. Nesse nível, a população deve acompanhar os alertas e estar preparada para adotar medidas de proteção, caso necessário.
Vermelho – Alerta Muito Alto: O risco de desastres naturais é elevado. A recomendação é buscar um local seguro e seguir as orientações da Defesa Civil.
Roxo – Alerta Extremo: Indica situação de risco extremo, com possibilidade de impactos severos e necessidade de resposta imediata da população e das autoridades.
A Defesa Civil orienta que a população:
Não permaneça embaixo de árvores ou estruturas metálicas, pois elas podem cair durante rajadas de vento;
Feche portas e janelas durante temporais;
Não atravesse áreas alagadas, mesmo de carro, motocicleta ou bicicleta;
Retire aparelhos eletrônicos das tomadas e mantenha os animais domésticos em local seguro durante tempestades;
Acompanhe os avisos e alertas emitidos pelos canais oficiais da Defesa Civil.
Ana Carolina Zago/Redação do Grupo Sepé