GERAL
22/07/2026 às 20:50 por Ana Carolina Zago


Muçum tem 18 famílias fora de casa após rio Taquari ultrapassar cota de inundação

Muçum tem 18 famílias fora de casa após rio Taquari ultrapassar cota de inundação
Foto : Camila Cunha

Em Muçum, o final da manhã desta quarta-feira foi de sentimentos mistos. O município, localizado na parte alta do vale do rio Taquari, está com suas atividades e comércio relativamente normais, mas um grupo de moradores da região mais baixa, junto ao rio, está apreensivo. Com o excesso de chuva, o rio subiu até a marca de 19,20 metros, 1,20 metro acima da cota de inundação, fazendo sumir casas no meio da água e ainda desalojando famílias.

Doze delas estão no ginásio de esportes do bairro Cidade Alta, e outras seis no CTG Vaqueanos da Tradição. Há mais vagas, caso necessário, segundo a prefeitura. As aulas em dois colégios municipais da cidade foram interrompidas para que os pais pudessem buscar os estudantes diante do temporal. Enquanto isso, o rio Taquari segue veloz morro abaixo, com a várzea quase chegando na ERS 130.

A correnteza leva consigo ainda detritos e objetos diversos, uma cena que não apenas traz à lembrança os ecos das enchentes devastadoras de setembro e novembro de 2023, além de maio de 2024, como também preocupa os habitantes locais. A secretaria de Assistência Social de Muçum, Joice Sebben, disse que a situação já estava “um pouco mais confortável”, porque o Taquari estava subindo somente cinco centímetros por hora, em tendência de estabilidade, bem distante da marca superior a meio metro registrada no começo do dia.

Com isso, moradores chegaram a receber o aviso do cell broadcast, da Defesa Civil Estadual, em seus telefones. “Estávamos monitorando na verdade desde a meia-noite, e quando chegou às 6 horas, tivemos um impacto de cerca de 14 milímetros. A partir daí começá-los a ficar em alerta, assim como passamos nas casas e pedimos às pessoas para, pelo menos, deixarem seus pertences arrumados”, afirmou Joice.

Mais próximo da régua, o empresário e ex-prefeito de Muçum, Aristides Coser, observava a elevação do nível do rio junto às réguas de marcação instaladas. Junto a ele, mais cerca de dez pessoas. “Eu tenho uma malharia aqui na outra rua e deixei funcionários de sobreaviso, além das máquinas, caso precisem ser retiradas. Depois de três enchentes, a gente não aguenta mais”, disse ele.

Fonte: Correio do Povo 


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