GERAL
01/08/2026 às 10:09 por Redação


PF pede segundo inquérito para apurar suspeitas de Lulinha em negócios na Dataprev

PF pede segundo inquérito para apurar suspeitas de Lulinha em negócios na Dataprev
Foto : Reprodução

A Polícia Federal pediu a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Desta vez, a PF identificou indícios de irregularidades na atuação de Lulinha com um empresário do setor de tecnologia que teria buscado negócios na Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos. A investigação suspeita que esse empresário bancou ao menos uma viagem para Lulinha e, em troca, obteve negócios no governo federal.

A defesa de Lulinha classificou a investigação como "pesca probatória", disse que a Polícia Federal não localizou nenhuma prova contra o filho do presidente e que ele não atuou para interceder em favor de ninguém no governo federal.

Essa segunda apuração foi autorizada hoje pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A PF ainda pediu um terceiro inquérito para apurar outros fatos envolvendo Lulinha, mas que ainda está sendo distribuído no STF. Os pedidos formulados pela PF não indicavam que os processos deveriam ser distribuídos a André Mendonça — por isso, abriram brecha para uma livre distribuição que poderia tirar os casos da relatoria do ministro. Mas o sorteio feito pelo sistema do STF nos dois primeiros inquéritos acabou novamente escolhendo o ministro como relator.

O empresário investigado neste segundo inquérito pela relação com Lulinha é Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa chamada 3STRUCTURE IT. Procurado, ele afirmou que é amigo pessoal de Lulinha, que nunca obteve negócios com a Dataprev e negou irregularidades na relação com o governo federal.

As investigações da PF sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegaram até ele por causa de sua relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar um esquema de desvios na autarquia.

A PF suspeita que Ribas atuou com o Careca do INSS e com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, na prospecção de contratos do governo federal. Um dos órgãos na mira do grupo era a Dataprev. Em diálogos de Roberta Luchsinger com o Careca do INSS, a investigação encontrou menção a "Cléber na Data". A apuração identificou que ele chegou a fechar contratos com o governo federal e sua empresa recebeu pagamento de Roberta Luchsinger.
Na apuração, a PF identificou uma viagem emitida com o mesmo localizador feita por Cléber Ribas com Lulinha. Para a PF, esse elemento indica que o empresário pagou as despesas do filho do presidente. Trata-se de uma viagem em 15 de dezembro de 2024 com destino a Foz do Iguaçu. Por isso, o inquérito da PF vai apurar se o filho do presidente atuou para abrir portas no governo federal para Ribas.


Fonte: Correio do Povo


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