AGRO
10/08/2026 às 20:00 por Ana Carolina Zago


Apicultora de Jaquirana conquista certificação orgânica, Selo Arte e prêmio nacional pelo mel claro

Apicultora de Jaquirana conquista certificação orgânica, Selo Arte e prêmio nacional pelo mel claro
Foto : Crédito Roberto Furtado / Divulgação / CP

A apicultora Adriana de Bortoli da Silva obteve a certificação orgânica e conquistou o Selo Arte, que permite a comercialização de produtos artesanais em todo o território brasileiro. Além disso, obteve o título de mel claro mais saboroso do Brasil no concurso mais recente da CNA, após competir com mais de 290 amostras de diferentes regiões do país.

As conquistas são resultado do trabalho desenvolvido nos projetos de apicultura da Serra Gaúcha, executados pelo gestor Claiton Mota Velho, com apoio do Sebrae RS, que têm como foco qualidade, inovação e sustentabilidade. A Apicultura do Máximo, localizada em Jaquirana, integra esse movimento regional que vem fortalecendo o setor e impulsionando produtores locais a alcançar novos mercados e reconhecimento nacional.

Para Adriana, cada certificação e cada prêmio representam a realização de um sonho construído com dedicação e respeito à natureza.

“Esses reconhecimentos mostram que vale a pena acreditar na qualidade, fazer tudo da forma correta e nunca desistir, mesmo diante das dificuldades. É a confirmação de que estamos entregando um produto de excelência, produzido de forma sustentável e com muito cuidado. Também é uma forma de levar o nome da nossa região e da apicultura gaúcha para todo o Brasil, com muito orgulho”, explica.

Segundo Fabiano Nichele, coordenador de Projetos de Apicultura do Sebrae RS, as certificações ampliam as oportunidades de mercado e fortalecem a apicultura gaúcha. “Além de valorizarem o mel, garantem ao consumidor a qualidade e a procedência do produto. No caso da Apicultura do Máximo, comprovam a excelência da sua produção e possibilitam ampliar o mercado nos âmbitos local, regional e nacional.”

Ele complementa que o Selo Arte permite a venda em todo o território nacional e a certificação orgânica comprova que o mel é produzido de forma sustentável e sem o uso de substâncias proibidas, conforme a portaria MAPA nº 52/2021.

“Com a soma das certificações e da premiação da CNA, o impacto é a ampliação das oportunidades de comercialização, agregando valor ao produto e fortalecendo a renda da produtora”, destaca o coordenador.

Ele lembra que o reconhecimento da apicultora começou com a conquista do primeiro lugar no Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024, evidenciando a excelência da produção gaúcha. A trajetória de Adriana é marcada pela superação. Após o falecimento do marido, em 2019, ela assumiu a propriedade, a agroindústria e a atividade apícola, conciliando os desafios da produção com o cuidado da filha pequena. Enfrentou as dificuldades, investiu na qualidade da produção e tornou-se exemplo de resiliência. Seu trabalho colocou Jaquirana em destaque no cenário nacional e inspira outras mulheres a empreenderem no agro.

O projeto de apicultura da Serra Gaúcha tem contribuído para o avanço técnico e a qualificação dos produtores locais. Por meio de capacitações, consultorias e cursos, Adriana aprimorou seus processos e conquistou certificações que ampliam sua competitividade e abrem novas oportunidades de mercado. Atualmente, ela participa do projeto de estruturação da Denominação de Origem (DO) do Mel Branco de Cambará, que reconhece a identidade e qualidade diferenciada do mel produzido na região.

O município de Jaquirana integra a área de delimitação geográfica da futura DO por apresentar a florada predominante da espécie conhecida como carne-de-vaca, característica que confere identidade e qualidade diferenciada ao mel local. O Sebrae RS mantém atuação constante junto aos apicultores, oferecendo orientação técnica e incentivo para ampliar mercados e conquistar novas certificações.

“Estamos permanentemente à disposição dos produtores e associações da cadeia apícola para atender novas demandas e promover o desenvolvimento do setor. Trabalhamos pela expansão de mercados, pela inserção de tecnologias e pelo fortalecimento do empreendedorismo rural, contribuindo para o crescimento sustentável da atividade”, reforça Nichele.

Fonte: Correio do Povo 


Compartilhe essa notícia: