ECONOMIA
11/08/2026 às 11:04 por João Gomes


RS tem expansão mais elevada em junho na produção industrial, aponta IBGE

RS tem expansão mais elevada em junho na produção industrial, aponta IBGE
Foto : Fabiano Panizzi / CMPC / CP

Estado eliminou a perda de 3,5% acumulada nos meses de maio e abril de 2026.

O Rio Grande do Sul apresentou em junho deste ano a expansão mais elevada na produção industrial, com índice de 3,7%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado eliminou a perda de 3,5% acumulada nos meses de maio e abril de 2026.

No período, a produção industrial nacional mostrou queda de 1,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, com doze dos quinze locais pesquisados registrando resultados negativos.

O Amazonas (-11,3%) registrou o recuo mais acentuado do mês, com redução de dois dígitos. O resultado foi pressionado, em grande parte, pela maior ocorrência de férias coletivas em várias unidades produtivas de diferentes setores. Vale ressaltar que a queda observada em junho de 2026 foi a mais elevada para o estado desde março de 2024 (-13,3%) e eliminou o avanço de 1,7% verificado no último mês de maio.

Espírito Santo (-3,4%), São Paulo (-3,2%) e Ceará (-2,9%) também assinalaram recuos mais intensos do que a média nacional (-1,8%), enquanto Santa Catarina (-1,8%), Goiás (-1,7%), Minas Gerais (-1,3%), Pará (-1,3%), Rio de Janeiro (-1,0%), Paraná (-0,8%), Pernambuco (-0,7%) e Região Nordeste (-0,5%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em junho de 2026.

Além do Rio Grande do Sul (3,7%), Bahia (2,7%) e Mato Grosso (1,6%) também mostraram resultados positivos no mês.

Comparação com junho de 2025

Frente a junho de 2025, o setor industrial avançou 1,7% em junho de 2026, com oito dos dezoito locais pesquisados apresentando expansão na produção. Vale citar que junho de 2026 (21 dias) teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior (20).

Espírito Santo (12,2%) e Rio Grande do Sul (10,5%) assinalaram expansões de dois dígitos e as mais acentuadas neste mês, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo observado nas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, carrocerias para ônibus, reboques e semirreboques e autopeças), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gasolina automotiva, óleo diesel, óleos combustíveis e gás liquefeito de petróleo), produtos alimentícios (sucos concentrados de frutas – exceto de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de suínos e de bovinos frescas e refrigeradas, rações, tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja e produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos) e produtos de metal (partes, peças e acessórios para armas de fogo, guarnições, ferragens e artefatos semelhantes para móveis, facas de mesa, artefatos de alumínio de uso doméstico e construções pré-fabricadas de metal), no segundo.

Fonte: Correio do Povo


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