
O Brasil é um país desigual entre mulheres e homens em vários âmbitos, desde o salário até a conquista de uma cadeira no Congresso.
As mulheres representam 51,5% da população brasileira, mas, na última eleição, em 2022, representaram 33,8% das candidaturas. Nas eleições de 2026, são 34,9% das candidaturas.
Essa diferença fica ainda maior quando analisamos as candidaturas para outros cargos.
As mulheres representam apenas 16,8% das candidaturas ao cargo de governadora e, na disputa pela Presidência, são apenas duas mulheres entre 13 candidaturas.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a violência política de gênero é um obstáculo à participação das mulheres nas eleições. Entre as formas de violência estão ataques misóginos, discursos de ódio e desinformação sobre mulheres na política.
A violência política também pode desencorajar a participação feminina na vida pública, por meio do assédio e da discriminação. Segundo a ONU Mulheres, 74% das mulheres prefeitas entrevistadas relataram ter sido alvo de divulgação de informações falsas e 66% sofreram ataques de discurso de ódio nas redes sociais.
O Brasil precisa de mais representatividade feminina. As mulheres também têm o direito de ocupar espaços de poder e participar das decisões do país.
Ana Carolina Zago/Redação do Grupo Sepé