
Acompanhado de Bibiana Terra, sua cachorrinha, o candidato ao governo do Estado Gabriel Souza (MDB) apresentou, nesta quinta-feira (27/8), as principais propostas do seu plano de governo para a proteção e o bem-estar animal. Médico veterinário, Gabriel trabalhou durante dez anos atendendo cães e gatos e mantém uma atuação ligada à causa desde o primeiro mandato como deputado estadual.
Durante a apresentação, feita pelas redes sociais, Bibiana permaneceu ao lado do tutor enquanto ele detalhava as medidas. Entre as propostas estão a castração permanente de cães e gatos em situação de rua, o atendimento veterinário de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos, o apoio financeiro a entidades e protetores, a substituição da tração animal nas cidades e a criação de uma política estadual de combate à esporotricose.
“A causa animal faz parte da minha vida e da minha trajetória. Como veterinário, sei o quanto é importante transformar ações isoladas em políticas permanentes, com recursos garantidos todos os anos. Quero fazer do Rio Grande do Sul uma referência nacional no cuidado com os animais”, afirmou.
A atuação de Gabriel no setor começou ainda no primeiro mandato como deputado estadual. Foi a partir de uma iniciativa liderada por ele que as entidades de proteção animal passaram a integrar o programa Nota Fiscal Gaúcha e a receber recursos por meio das indicações dos cidadãos.
Na atual gestão, quando exerceu o cargo de governador em exercício, Gabriel encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto que criou o Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos, o primeiro do gênero no país. A iniciativa garantiu um espaço próprio no orçamento para financiar continuamente as políticas públicas do setor. Somente no primeiro edital, mais de R$ 8 milhões foram destinados a 181 municípios.
Cinco políticas permanentes para a causa animal
A partir do Fundo, Gabriel e Ernani Polo (PSD), candidato a vice-governador na chapa, propõem executar cinco políticas permanentes, sempre em parceria com os municípios. Uma das prioridades será a realização contínua de castrações, com repasses periódicos e previsíveis às prefeituras. O programa será voltado especialmente a cães e gatos em situação de rua, promovendo o controle populacional responsável e a redução do abandono.
Outra medida será a criação de uma rede de atendimento veterinário e resgate. Municípios, entidades e protetores poderão receber recursos para contratar clínicas e profissionais e atender animais abandonados, vítimas de maus-tratos ou em situação de risco.
“Muitas dessas pessoas usam o próprio dinheiro e abrem as suas casas para cuidar de animais abandonados. Queremos ajudar quem ajuda os animais, reconhecendo e apoiando quem já realiza esse trabalho todos os dias”, ressaltou.
O plano também prevê editais para apoiar financeiramente ONGs e protetores independentes, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A proposta busca reduzir a burocracia nos repasses e garantir recursos contínuos para quem atua diretamente no resgate e no cuidado dos animais.
Para enfrentar a utilização de cavalos nas cidades, Gabriel propõe a substituição gradual da tração animal urbana, em parceria com os municípios. Além de proteger os animais, o programa deverá oferecer alternativas concretas de renda e inclusão produtiva às famílias que hoje dependem dessa atividade, contribuindo também para um trânsito mais seguro.
A quinta política será o enfrentamento à esporotricose, doença causada por um fungo que atinge principalmente os gatos e pode ser transmitida aos seres humanos. A iniciativa reunirá ações de prevenção, diagnóstico e tratamento, integrando saúde animal e saúde pública em uma atuação coordenada com os municípios.
Além das cinco políticas financiadas pelo Fundo, Gabriel pretende fortalecer o trabalho da Polícia Civil na investigação dos crimes de maus-tratos e ampliar a atuação das Delegacias Amigas dos Animais.
“Quanto mais evoluída e civilizada é uma sociedade, melhor ela trata os seus animais. Esse é um compromisso que está na minha profissão, na minha história e no meu coração”, concluiu Gabriel.
As propostas integram o plano de governo da coligação Nosso Rio Grande Não Para, formada por MDB, PSD e Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).
Fonte: Ascom/Gabriel Souza