POLÍTICA
01/09/2026 às 22:10 por Ana Carolina Zago


“Segunda devo estar fora?”, perguntou Vorcaro a Moraes antes de ser preso

“Segunda devo estar fora?”, perguntou Vorcaro a Moraes antes de ser preso
Foto: Reprodução

O relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso Master expõe mensagens trocadas entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento veio a público na tarde desta terça-feira (1º), depois que o ministro do STF André Mendonça derrubou o sigilo do processo.

As mensagens sugerem que Moraes discutia com o banqueiro a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Compliance Zero e como Vorcaro poderia frustrar o mandado de prisão preventiva. 

Segundo a PF, na conversa entre eles, Vorcaro escrevia textos no bloco de notas do celular, tirava prints e os enviava como mensagens de visualização única pelo WhatsApp. Os arquivos foram recuperados pela PF.

O relatório informa que mais de 40 arquivos foram identificados com o mesmo padrão de envio. 

Mensagens de Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes

"Acha que segunda já tenho que estar fora?" - DANIEL VORCARO. Mensagem encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes.

Em um sábado, 15 de novembro de 2025, Vorcaro enviou mensagem a Moraes questionando se na segunda-feira (17) precisaria estar fora do país. A conversa mostra que banqueiro sabia da possibilidade de uma operação da Polícia Federal. Quarenta e oito horas depois da conversa, Vorcaro foi preso enquanto tentava embarcar em um jato particular no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele tentava fugir para Malta, na Europa.

Ainda no dia 15, em outra troca de mensagens com Moraes, o ex-banqueiro afirma que precisa de proteção do Paulo Gonet, procurador-geral da República, e de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

"Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília" - DANIEL VORCARO. Em uma das mensagens encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Os investigadores da PF não descartam que a mensagem seria um pedido de proteção ao ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o relatório da PF, "Daniel Vorcaro também afirmou ser importante que o interlocutor reforçasse, junto a Andrei e Paulo, a necessidade de impedir que subordinados, dentro das estruturas hierárquicas da PF e do Ministério Público Federal (MPF), praticassem 'alguma sacanagem', pois, segundo ele, 'aí vai tudo pro saco'".Muita sacanagem isso. Esses caras devem estar sabendo que estou resolvendo tudo essa semana e querem acabar com tudo antes - DANIEL VORCARO. Em uma das mensagens encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Já no dia 16 de novembro, Moraes e Vorcaro voltaram a conversar, dessa vez, para marcar uma reunião:

Podemos nos ver amanhã rapidamente, algum horário? - DANIEL VORCARO. Em uma das mensagens encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Vinte minutos depois, outra mensagem, indicando que o encontro havia sido marcado:

Às 14h então. Passo na sua casa ou prefere na minha? - DANIEL VORCARO. Em uma das mensagens encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.

No relatório, não há registros dos trechos respondidos por Alexandre de Moraes.

No dia 14 de novembro, antes de estourar a operação contra o Master, Vorcaro havia agradecido Moraes e citado "gratidão da vida" ao ministro: Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você - DANIEL VORCARO. Mensagem encaminhada ao Ministro Alexandre de Moraes.

O ex-banqueiro ainda ressaltou: Toda minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós tem uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo. Agora é continuar na pegada para conseguir concluir, se Deus quiser - DANIEL VORCARO. Mensagem encaminhada ao Ministro Alexandre de Moraes.

Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero em 17 de novembro de 2025, dois meses após o Banco Central vetar a venda do Master ao BRB. 

A ação apurava a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN), entre elas o Banco Master.

A prisão de Vorcaro durante a operação foi antecipada diante do risco de fuga do banqueiro, que teria planejado deixar o país após o anúncio de compra do Master pelo Grupo Fictor na segunda-feira. O sócio de Vorcaro, Augusto Lima, também foi preso na ação.

Vorcaro foi solto duas semanas depois, e o caso seguiu para o STF por suposto envolvimento de autoridade com foro privilegiado. O então relator, Dias Toffoli, viajou em jato particular com um dos advogados do banco dois dias antes de ser sorteado para o caso. À frente da investigação, decretou sigilo máximo, suspendeu perícias e interrogatórios.

A pedido do MPF, o TCU também entrou no caso. O ministro Jhonathan de Jesus levantou suspeitas sobre a liquidação do Master pelo Banco Central e pediu uma inspeção no processo.

A imprensa também revelou que a esposa de Alexandre de Moraes, Viviane, tinha um contrato de R$ 131 milhões com o Master. Moraes teria discutido a venda do banco ao BRB com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Os dois confirmaram o encontro, mas negaram que o assunto tenha sido tratado.

Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março de 2026, após ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero. 

Aproximação entre Vorcaro e Moraes

Em 26 de dezembro de 2023, o ex-ministro das Comunicações no governo Jair Bolsonaro Fábio Faria, que aparece em diversos trechos do documento divulgado pela PF, troca mensagens com Daniel Vorcaro para combinar uma reunião. Uma hora após o encontro, Faria encaminha a Vorcaro o contato de Moraes.

No dia seguinte, Faria volta a contatar Vorcaro, desta vez mencionando "Alex" e um "almoço no dia 30", em um hotel em Campos do Jordão, em São Paulo. No mesmo dia, Vorcaro encaminha uma mensagem a uma funcionária, identificada como "Tathiane Prime", com orientações sobre o almoço. Ele solicita "uma experiência completa" e "convidados ultra vips".

Sem estipular uma data, o relatório menciona que Moraes salvou o contato de Daniel Vorcaro em sua agenda telefônica.

No relatório divulgado nesta terça-feira, é possível identificar uma série de mensagens entre o ex-banqueiro e o contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASÍLIA". 

O documento menciona que "em 17 de setembro de 2025, há o registro de que o contato Alexandre de Moraes Brasília passa a adotar, no chat com Daniel Vorcaro, uma configuração padrão para mensagens temporárias em novas conversas, estabelecendo o prazo de 24 horas para exclusão automática". 

"Estou tentando antecipar os investidores aqui, e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte. E aí eu irei pra lá pra tentar assinatura dos demais investidores estrangeiros. De um outro lado, acho que o tema que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhe. Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes fazendo perguntas lá. Se vazar algo será péssimo, mas pode ser um gancho pra entrar no circuito do processo", escreveu Vorcaro, de acordo com os dados obtidos pela PF.

Relação com a Barci de Moraes

O escritório de Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, firmou contrato com o Banco Master em 2024. Em 11 de janeiro daquele ano, Viviane enviou o documento a Vorcaro pelo WhatsApp. Na mensagem, ela encaminhou uma minuta de prestação de serviços para análise do banqueiro.

Quatro dias depois, em 15 de janeiro, às 21h22min, Vorcaro devolveu o documento com uma alteração e pediu que Viviane confirmasse se a cláusula incluída estava adequada.

O contrato firmado foi de R$ 131,2 milhões. Metadados extraídos do celular de Vorcaro indicam que Moraes editou uma versão desse contrato milionário. O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro acessou e editou o documento. A área de compliance o consultou sobre eventuais impedimentos legais para a contratação do escritório pelo Banco Master. Segundo o escritório, não havia impedimento legal para a contratação e o contrato não previa atuação no STF.

No dia 15 de março de 2024, Daniel Vorcaro enviou mensagens para Ângelo Silva, sócio do Master, destacando que o pagamento ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, era o "mais importante".

O que acontece agora?

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que os novos elementos trazidos pela Polícia Federal (PF) devem ser analisados pelo plenário da Corte. 

"Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial", afirmou o ministro em decisão.

Mendonça ressaltou que a deliberação deverá ser tomada em sessão presencial, "de forma pública e transparente", em data a ser definida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin.

Após a PF apresentar relatório sobre as conversas, Mendonça pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A partir do parecer, Mendonça deve decidir se abre ou não uma investigação formal contra Moraes.

Cronologia envolvendo Banco Master

2021: surge o Banco Master

Sem tradição no mercado financeiro, o Master atraiu clientela oferecendo rendimentos muito superiores à concorrência. Em poucos anos, o banco saltou de R$ 2,5 bilhões para R$ 50 bilhões em captação de CDB’s. A bonança intrigou o circuito bancário, que via o dono do Master, Daniel Vorcaro, ostentando uma vida luxuosa e se aproximando de altas autoridades da República.

2024: as suspeitas

O volume das operações e a ausência de cobertura patrimonial despertaram a atenção do Banco Central em 2024. No ano seguinte, o Banco Regional de Brasília (BRB), instituição estatal, anuncia intenção de comprar 58% o Master, aumentando as desconfianças.

2025: operação policial

Em novembro, dois meses após o Banco Central vetar a venda do Master ao BRB, a Polícia Federal deflagra a operação Compliance Zero. Daniel Vorcaro é preso e o Master, liquidado pelo Banco Central.

Caso vai para o STF

Vorcaro é solto após duas semanas na prisão e o caso sobe para o Supremo Tribunal Federal, por suposto envolvimento de autoridade com foro privilegiado. Dois dias antes de ser sorteado o então relator, Dias Toffoli viaja em jato particular com um dos advogados do banco.

As primeiras decisões

No comando do processo, Toffoli chegou a decretar sigilo máximo na investigação, suspendeu perícias e interrogatórios.

O TCU

A pedido do Ministério Público (MPF), o Tribunal de Contas da União (TCU) entra no caso. Ex-deputado ligado ao centrão, o ministro Jhonathan de Jesus suspeitou de que o Banco Central tenha acelerado a liquidação do Master e pediu uma inspeção no processo, cogitando reverter a decisão.

A atuação de Moraes

A imprensa descobriu que a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane, tinha contrato de R$ 131 milhões com o Master. Moraes teria discutido a venda do Master ao BRB com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Ambos confirmaram o encontro, mas negaram terem conversado sobre o tema.

O ataque dos influenciadores

Em meio à investida do TCU contra o Banco Central, influenciadores da internet começaram a atacar a liquidação do Master. Pagos por agências de comunicação, os influenciadores lançaram suspeitas sobre a atuação da autoridade financeira.

Janeiro de 2026: novo escândalo

Com o Banco Central sob inspeção do TCU, a Polícia Federal deflagrou nova operação, mirando a gestora de investimentos Reag. Ligada ao Master e também liquidada pelo BC, a gestora mantinha seis fundos suspeitos, no valor de R$ 102 bilhões. Toffoli nomeou pessoalmente os peritos que analisaram os documentos apreendidos.

Em 21 de janeiro, o Banco Central liquida a sexta instituição financeira ligada ao Master. Tido como o banco popular do grupo, a Will Financeira tem as operações encerradas “em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master.

29/1: o cenário se agrava:

  • O Banco Central abre investigação interna para apurar falhas processuais de fiscalização.
  • Acareação entre Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB apresenta contradições sobre as operações.

30/1: diretor do Banco Central revela que o Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes de entrar em processo de liquidação.

Fevereiro de 2026

2/2: Grupo Fictor, que havia tentado adquirir o Master, pede recuperação judicial.

3/2: operação policial resulta na prisão do ex-presidente do Rioprevidência.

5/2: o presidente Lula se manifesta sobre seu encontro com Daniel Vorcaro no Planalto, afirmando que o governo não teria posição política (pró ou contra) no caso.

6/2: a Previdência do Amapá entra no radar da PF por suspeitas de fraudes em investimentos vinculados ao banco.

9/2: Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirma que as evidências de fraude no Master já haviam surgido em março de 2025.

10/2: escândalo atinge o Legislativo estratégia de Vorcaro "encostou" na presidência do Senado.

11/2: durante operação em Balneário Camboriú, uma mala com dinheiro é jogada pela janela.

11/2: A PF encontra menções ao ministro Dias Toffoli no celular de Daniel Vorcaro.

12/2: Toffoli confirma ser sócio de empresa ligada ao resort Tayayá (PR), mas nega relação direta com Vorcaro.

O resort

Preso pela PF, um cunhado de Vorcaro comprou de irmãos de Toffoli participação em um resort no Paraná. O negócio foi intermediado por fundos de investimentos geridos pela Reag. Reportagens mostraram que os irmãos do ministro, um engenheiro e um padre, tinham patrimônio de R$ 380 mil quando compraram cotas no valor de R$ 4,55 milhões do  resort.

12/2: ministros do STF se reúnem para discutir o caso. Após o encontro, fica acertado que Toffoli deixa a relatoria. No mesmo dia, o ministro André Mendonça assume a relatoria do caso no STF.

Em nota, o STF afirmou que o ministro — "considerados os altos interesses institucionais" — pediu que o tema fosse redistribuído para outro magistrado relatar o caso.

O documento foi assinado pelos outros 10 ministros da Corte que demonstraram apoio pessoal ao ministro Dias Toffoli e defenderam as ações do magistrado, declarando "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição".

O ápice da crise e as liquidações finais

13/2: surge a suspeita de que a reunião que selou a saída de Toffoli do caso foi gravada clandestinamente. 

13/2: delegados da Polícia Federal (PF) que conduzem investigações sobre o Banco Master foram chamados para uma reunião com o novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

14/2: Novas revelações apontam que Vorcaro relatou cobranças por pagamentos destinados ao resort ligado a Toffoli.

18/2:  Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A e da Pleno DTVM, que faziam parte do Grupo Master.

Março de 2026: Daniel Vorcaro volta a ser preso

4/3 - A Polícia Federal prendeu novamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero.

5/3 -  O banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o dono do Banco Master foi preso pela Polícia Federal, segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

20/3 - Com o banqueiro já sob custódia, detalhes sobre sua rotina na Superintendência da Polícia Federal em Brasília vêm à tona. A descrição da cela e do isolamento do empresário.

Abril de 2026: preso ex-presidente do BRB

3/4- Informações dão conta de que o ministro Alexandre de Moraes utilizou um avião da empresa de Vorcaro na véspera de uma reunião oficial com o próprio banqueiro.

8/4- Reportagens revelam que o Banco Master pagou mais de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, levantando debates sobre conflito de interesses.

16/4- A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) em uma operação ligada ao esquema do Master.

24/4 - A segunda turma do STF formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do BRB. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso.

Maio de 2026: o áudio de Flávio Bolsonaro

7/5 - A 5ª fase da Operação Compliance Zero teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressistas, e ex-chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro. O senador teria recebido vantagens sistemáticas de Daniel Vorcaro, incluindo pagamentos mensais, viagens de luxo e até participação em sociedades.

13/5 - Um áudio divulgado pelo veículo de notícias Intercept Brasil, revela uma conversa entre o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O conteúdo principal do diálogo é referente às despesas do filme Dark Horse — que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. O Master foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025.

14/5 - A PF deflagra a 6ª fase da Compliance Zero. O ministro André Mendonça autoriza a prisão do pai de Daniel Vorcaro. Segundo a decisão, ele seria o operador financeiro dos pagamentos destinados ao grupo chamado "A Turma".

14/5 -Henrique Vorcaro foi detido em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ele iria a Brasília para visitar o filho na Superintendência da PF.

Junho de 2026: a Emenda Master

A Polícia Federal (PF) revelou que a chamada "Emenda Master" — apresentada inicialmente no final de 2024 pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) — teve trechos redigidos diretamente pela assessoria do Banco Master.

Julho de 2026: Jaques Wagner investigado

21/7- A PF intimou formalmente o senador e o então líder do governo Jaques Wagner (PT-BA) a prestar depoimento na sede da Polícia Federal no escopo das investigações sobre os desdobramentos políticos do caso. De acordo com as investigações da PF, Jaques Wagner é apontado como "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais". O senador deixou a liderança do governo no Senado em junho de 2026, após ser alvo da nona fase da Operação Compliance Zero. Ele foi substituído pela senadora Teresa Leitão.

Agosto de 2026: depoimento (novo) de Vorcaro à PF

28/8 - Daniel Vorcaro depõe à PF sobre investigação do Banco Master e nega corrupção, diz defesa

O ex-banqueiro depôs à Polícia Federal nesta sexta-feira (28) sobre a relação com servidores do Banco Central (BC) investigados por supostamente receberem benefícios e favorecerem o banco. O depoimento durou quatro horas e meia e foi realizado através de videoconferência.

Setembro de 2026: mensagens entre Vorcaro e Moraes

1º/9- Metadados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)  editou uma versão do contrato de R$ 131,2 milhões firmado entre o banqueiro e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

1º/9-  Mendonça derruba sigilo de ação sobre a relação entre Vorcaro e Moraes

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou nesta terça-feira o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Fonte: GZH 


Compartilhe essa notícia: