
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à presidência da República, cumpriu agenda na 49° Expointer neste sábado. O ex-governador de Goiás chegou à feira, cumprimentou alguns visitantes e se deslocou para a Casa da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Sistema Ocergs).
Ao ser questionado se ainda tem esperança de chegar ao segundo turno, mesmo com o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas, Caiado deposita esperança no horário eleitoral. “Começamos agora o tempo de rádio e televisão. Eu sou o terceiro maior time, então tenho trabalhado exatamente em cima da força da estrutura”, comentou.
Nesta primeira parada, o presidenciável defendeu a manutenção do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e a utilização de parte da verba para lidar com as estiagens, que tem atingido o RS ao longo dos anos. “O Rio Grande passa por um momento extremamente difícil em decorrência de três perdas de safras no decorrer das seis últimas safras. Precisamos manter o Funrigs para poder investir em infraestrutura para termos um maneira de diminuir essas consequências”, indicou o candidato.
O candidato passou por alguns corredores da exposição, além de visitar os pavilhões do artesanato e da agricultura familiar, acompanhado de perto por Gabriel Souza (MDB) e Ernani Polo (PSD), candidato a governador e vice pela coligação, além dos postulantes ao Senado, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD). No pavilhão de artesanato, Caiado desembolsou R$ 13 mil em um kit completo de preparo para montaria.
Entre uma parada e outra, Caiado e Gabriel receberam dos expositores pedaços de churrasco, doses de cachaça, espumante, vinho e suco de uva. Durante a caminhada, Caiado ouviu gritos pontuais de "desiste" e de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa à presidência. O candidato não deu muita importância às provocações e, quando questionado, se colocava como única opção para romper a polarização.
Dialogando com a temática da feira, o candidato trouxe outras propostas voltadas aos setores de agropecuária, com foco na manutenção das safras. “Precisamos fazer aquilo que chamamos de projetos estruturantes, para que haja condição de fazer um projeto de subsolagem da terra aqui no Rio Grande, que tem passado por uma dificuldade de absorção”, apontou. A subsolagem consiste em arar o solo em profundidades maiores para descompactar a terra.
Caiado se mostrou favorável à renegociação de dívidas dos agricultores. “Aquilo que foi produzido pelo governo federal, aquela medida provisória, não atingiu 10% dos agricultores. O ponto criticado pelo candidato é a Medida Provisória nº 1.376/2026, publicada em julho de 2026, que autoriza linhas especiais de crédito para renegociação e liquidação de dívidas rurais de produtores afetados por eventos climáticos extremos.
Questionado sobre as polêmicas recentes envolvendo Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no caso Master, Caiado defendeu a saída de Moraes da condição de ministro. “Ele deve fazer a defesa dele fora do STFl, não na condição de ministro, julgando ali todas as matérias”.
O candidato do PSD almoçou junto da Farsul e seguiu para o pavilhão de máquinas. Fechou a agenda acompanhando a premiação do Freio de Ouro.
Fonte: Correio do Povo