
Os números da natalidade caíram. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, houve uma queda de 5,8% no número de nascimentos. A redução foi de 146,3 mil registros a menos do que em 2023, segundo dados divulgados pelo Exame.
Nos anos 2000, as mulheres brasileiras tinham, em média, 2,38 filhos. Atualmente, esse número caiu para 1,6.
Além disso, muitas mulheres estão escolhendo ser mães mais velhas. A idade média da maternidade chegou a 28,1 anos em 2022, segundo o IBGE. Há diversos motivos para essa escolha: muitas mulheres continuam estudando, priorizam a carreira, buscam estabilidade financeira, têm mais acesso a métodos contraceptivos e estão estabelecendo relacionamentos mais tarde. O custo de criar uma criança também pode influenciar nessa decisão.
Existe perigo em uma gravidez tardia?
Hoje em dia, as mulheres têm o direito de escolher se querem ou não ser mães. Porém, existe uma faixa etária em que a fertilidade feminina é maior, no final dos 20 e início dos 30 anos, segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a idade materna a partir dos 35 anos como um fator de risco para a gestação, já que alguns riscos podem aumentar com o avanço da idade. Entre os possíveis riscos para a mãe estão a hipertensão gestacional, o diabetes gestacional e a hemorragia pós-parto, entre outras complicações.
Algumas famosas foram mães em idade mais avançada. A atriz Claudia Raia, aos 56 anos, teve seu terceiro filho; a cantora Ivete Sangalo foi mãe das gêmeas aos 45 anos; a apresentadora Eliana teve sua segunda filha aos 45 anos; e a atriz Mônica Martelli foi mãe de sua única filha aos 40 anos.
Apesar dos riscos relacionados à idade, mulheres podem engravidar após os 35 anos e ter uma gestação e um parto saudáveis. Por isso, é importante seguir as orientações médicas e realizar o acompanhamento pré-natal adequado.
Ana Carolina Zago/Redação do Grupo Sepé