
O intercâmbio no meio universitário vai muito além de uma experiência no exterior: ele transforma a formação acadêmica, profissional e pessoal do estudante. Com esse propósito, a URI Santo Ângelo estimula e investe nos seus alunos, apostando na qualidade da formação, na reputação institucional e no desenvolvimento da região onde está inserida.
No final do primeiro semestre de 2026, dois estudantes do curso de Direito retornaram de seus intercâmbios: Betina Olinda Reinheimer Heirich, que esteve na Universidade do Porto, em Portugal, e Matheus Herzog Vaz, que estudou na Thompson Rivers University, na cidade de Kamloops, no Canadá.
Betina afirmou que passou por uma experiência muito rica, na qual conheceu muitas pessoas, muitas culturas diferentes e também muitos docentes diferentes. Segundo ela, a metodologia de ensino em Portugal é muito diferente da aplicada no Brasil: mesmo sendo um pouco mais conservadores, os professores têm muito conhecimento sobre o que ensinam, algo muito rico.
A acadêmica destacou a divisão clara entre aula prática e aula teórica: todas as matérias têm 5 horas-aula, sendo três teóricas e duas práticas. Enquanto as turmas teóricas reúnem cerca de 100 alunos, as práticas são divididas em turmas menores, conforme a disponibilidade de cada aluno. "Eu gostei muito desse tipo de aula. Achei que fixa bem o conteúdo", contou, ressaltando o trabalho com casos práticos do dia a dia de Portugal, casos reais e a legislação local.
Betina afirma que duas matérias a marcaram nos casos práticos: Direito Policial, que trata mais da questão sociológica e da formação social da própria sociedade, e Direito Internacional, em que a professora montava histórias com países e conflitos fictícios que demonstravam muito dos conflitos que acontecem hoje.
A estudante relatou que, antes de ir para Portugal, era bastante insegura. "Às vezes a gente tem potencial e não explora ele ou acha que não vai dar certo", disse. O contato com pessoas muito bem-informadas e bem-capacitadas lhe deu mais maturidade para lidar com as escolhas de vida, aprendendo a diferenciar as companhias. Ela voltou com a cabeça voltada para a advocacia, especialmente na área de Direito Internacional Financeiro, que pretende seguir no mestrado e no doutorado.
Entre as diferenças percebidas, Betina destacou que os professores da URI são mais próximos dos alunos, com uma troca mais pessoal, e que as turmas são menores, com mais abertura para chegar até os professores. Ela também se surpreendeu com a grade curricular: a de Direito em Portugal, pelo menos na Universidade do Porto, é muito menor em relação à da URI, que conta com ramos muito específicos do Direito brasileiro, como o Direito Digital e o Direito da Criança e do Adolescente.
Matheus Herzog Vaz comenta que, ao chegar ao Canadá, percebeu que a parte pedagógica não é muito diferente do que se aplica na URI. "Tem o professor que vai passar os slides, tem o professor que vai explicar", relatou, acrescentando que acredita que a maioria dos professores da URI tem formação no exterior, o que explica essa proximidade metodológica.
O acadêmico ampliou seus conhecimentos em Direito do Trabalho, Direito Empresarial Avançado e Direito Comercial Indígena. Ele observou que lá tudo tem precedentes: os canadenses se baseiam muito mais em decisões já tomadas, em jurisprudência, do que na própria lei escrita.
Matheus destacou a estrutura de apoio da universidade canadense, que incentiva toda a troca de experiências, com festivais e eventos para a troca cultural, além de uma rede de apoio para os alunos internacionais, estimulando passeios pela cidade e a formação de grupos de amizade. "O que eu aprendi no Canadá vai me ajudar especialmente sobre o jeito que eles interpretam, o jeito que eles enxergam os fatos, sem tanto formalismo", afirmou, ressaltando que o povo canadense é acolhedor e se importa com as pessoas.
Para Matheus, o intercâmbio contribui com certeza para o currículo, dando um peso maior à formação, e ele pretende continuar os estudos fora do país, com mestrado e PhD.
Na vida acadêmica, a experiência no exterior expõe o aluno a outras metodologias de ensino, laboratórios, pesquisas e professores de referência internacional. Na vida profissional, é um diferencial competitivo real, valorizado pelo mercado e, na vida pessoal, desenvolve maturidade, resiliência e independência.
Para o Diretor Acadêmico da URI Santo Ângelo, professor Carlos Lemos, os alunos que retornam trazem novas práticas, ideias e parcerias que beneficiam toda a instituição, fortalecendo a internacionalização do ensino.
Fonte: Paulo Renato/Ascom URI