GERAL
27/02/2020 às 18:30


Santo Ângelo tem seis casos confirmados de dengue, diz Vigilância Ambiental

Santo Ângelo tem seis casos confirmados de dengue, diz Vigilância Ambiental
Foto: Arquivo AT

Na tarde desta quinta-feira, 27, a Vigilância Ambiental de Santo Ângelo confirmou seis casos de dengue e 10 suspeitos no município. A confirmação foi feita pela coordenadora da vigilância, Selenir Arruda, já tinha alertado que a situação no município era preocupante, desde o início do ano.

"Temos intensificado os trabalhos de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, mas definitivamente sem a participação efetiva da comunidade fica difícil. É grande o número de focos do mosquito em virtude do descuido dos moradores que mantém terrenos com acúmulo de lixo e água parada. Não é por falta de informação. Há vários anos temos repassado orientações. Os problemas seguem e hoje uma das regiões mais afetadas é a parte Oeste da cidade”, observa Selenir.

Ela conta que nas abordagens as pessoas tentam se justificar quando a Vigilância Ambiental encontra acúmulo de água com larvas. “Sempre dizem a mesma coisa. A água é de ontem. A gente sabe que não é verdade, sendo apenas uma desculpa esfarrapada. Para a larva se desenvolver são necessários cinco dias”. A coordenadora lamenta essa a atitude.

“Não acredito que seja falta de informação. Santo Ângelo foi um dos municípios pioneiros na implantação de agentes da dengue. São anos de trabalho e divulgação. Há casos de pessoas que observam vasilhas com larvas e nos chamam. Ao invés delas agirem, pedem para nós virarmos as vasilhas. Há outros casos em que a pessoa denuncia o vizinho. Vamos até o local. Quando chegamos encontramos larvas no pátio do denunciante.”

Para Selenir a situação é perigosa. Ela lembra que há muitas pessoas da região viajam neste período para estados com registros de casos de febre Chikungunya. “Estamos preocupados e a comunidade precisa estar ciente da necessidade do engajamento de todos. Do contrário a situação pode se agravar.”

Selenir Arruda conta que em casos reincidentes de focos do mosquito é acionada a Secretaria Municipal do Meio Ambiente que vai até o local, efetua a limpeza do terreno e depois cobra uma taxa do proprietário.

Redação Grupo Sepé 


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