POLÍCIA
08/10/2026 às 18:15 por João Gomes


Golpistas se passam por advogada e funcionário da Justiça em Santo Ângelo

Golpistas se passam por advogada e funcionário da Justiça em Santo Ângelo

Criminosos tentaram realizar transferências bancárias após prometer a liberação de R$ 35 mil de uma ação judicial; vítima percebeu a fraude e evitou prejuízo.

Um morador de Santo Ângelo procurou a Delegacia de Polícia após ser alvo de uma tentativa de estelionato envolvendo criminosos que se passaram por sua advogada e por um suposto funcionário do Tribunal de Justiça. A abordagem utilizou como justificativa a liberação de aproximadamente R$ 35 mil referentes a um processo judicial.

Conforme o registro policial, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp informando que uma ação judicial havia sido concluída e que o valor estaria disponível para recebimento. Como realmente possui um processo em andamento com quantia a receber, inicialmente acreditou na informação.

Na sequência, recebeu uma chamada de vídeo de um número com DDD 61. O interlocutor se apresentou como funcionário do Tribunal de Justiça e passou a orientar os supostos procedimentos necessários para liberar o dinheiro, solicitando informações bancárias e o uso de um segundo celular para filmar as operações.

A esposa da vítima passou a acompanhar a chamada enquanto os golpistas encaminhavam links que, segundo eles, permitiriam acessar o aplicativo bancário. Entretanto, os endereços direcionavam para operações de transferência de valores a terceiros.

Uma primeira tentativa de Pix foi recusada pela instituição financeira. Os criminosos insistiram para que novos links fossem acessados, mas a vítima percebeu que os destinatários das transferências eram um CNPJ e uma pessoa física, levantando suspeitas sobre a abordagem.

Diante da situação, o morador interrompeu o contato e procurou sua verdadeira advogada, que confirmou se tratar de uma fraude. Em seguida, comunicou o banco e solicitou o bloqueio das contas por segurança.

Apesar das tentativas de transferência, não houve prejuízo financeiro. A ocorrência foi registrada como tentativa de estelionato, e a vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra os responsáveis.


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