
Com a entrada em cena nesta semana do vice-prefeito Bruno Hesse (leia entrevista exclusiva nas páginas 8 e 9), já se definiram os três primeiros nomes a prefeito: ele, Bruno Hesse, o atual prefeito Jacques Barbosa, que pretende continuar, e o ex-prefeito José Lima, cuja aspiração é voltar a ocupar a prefeitura. A maior surpresa da semana foi, justamente, a entrada em cena do vice-prefeito Bruno Hesse que, segundo informações de alguns líderes do PDT, estaria cobrando a conta por ter desistido de concorrer a prefeito em 2016 com a promessa de caciques trabalhistas que, em 2020, seria a sua vez de ocupar a cabeça da chapa.
Como a cúpula que domina o PDT está impondo a candidatura de Barbosa, Bruno promete sair do partido e trilhar um novo caminho, já se lançando pré-candidato a prefeito. Por fim o mês de março define a candidatura de José Lima, que não será pelo MDB. Lima, amparado pela votação de 11 mil votos na eleição de 2016, escolhe nos próximos dias o partido pelo qual vai tentar voltar à prefeitura.
PP e MDB avaliam cenário político
Por outro lado outros dois importantes partidos em Santo Ângelo, o MDB e o PP começam também a definir suas estratégias para outubro. O MDB local, que mantém um racha que já dura vários anos, acena com a possível candidatura do vereador Vinícius Makvitz, filho da ex-vice-prefeita Nara Damião. A saída de José Lima e do seu filho, vereador Lucas Lima e de um grupo de emedebistas de raiz, torna o quadro dentro do MDB muito complicado. O tempo dirá se a candidatura de Makvitz é para valer ou apenas para impulsionar a sua campanha para reeleição de vereador. Dentro do PP as apostas maiores são para a definição de uma candidatura própria ou coligação apoiando um dos candidatos de oposição já lançados publicamente, entre eles José Lima e Bruno Hesse.
Concorrendo em chapa própria, o Partido Progressista ganhou a eleição de 2012 com o ex-prefeito Valdir Andres e teve em 2016 um resultado nada desprezível com o então candidato Paulo Azeredo, ficando em segundo lugar entre quatro concorrentes e elegendo seis vereadores na coligação, ou seja, 40% das vagas do Poder Legislativo. Os nomes mais comentados dentro do PP são os do médico Paulo Azeredo, do advogado Luis Clóvis Machado da Rocha, do advogado Gilberto Kerber, do jornalista e empresário Zizo Andres e do vereador Rodrigo Trevisan.
PT, DEM, PSDB e PSL poderão concorrer?
Outros partidos que poderiam concorrer na eleição municipal seriam o PT, DEM, PSDB e o PSL. O PT está com enormes dificuldades de encontrar um candidato que assuma o desgaste do partido com os escândalos de corrupção. E, por isso, deve ficar fora da eleição majoritária. Já o PSL, que está desfalcado dos apoiadores do presidente Bolsonaro, dificilmente terá protagonismo de importância na eleição. O DEM igualmente não comenta nenhuma iniciativa para participar com chapa própria, devendo compor uma coligação com partidos do seu campo ideológico. Já o PSDB tem o nome do ex-vice-prefeito Montalverne Pereira Beltrão para uma possível candidatura na majoritária.
Redação Grupo Sepé