ELEIÇÕES 2026
20/10/2026 às 22:00 por Ana Carolina Zago


Itamaraty diz que Milei tenta interferir nas eleições brasileiras com mentiras sobre urnas

Itamaraty diz que Milei tenta interferir nas eleições brasileiras com mentiras sobre urnas
Foto: AS/COAS/ Capece-Lasansky

O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta terça-feira (20) que recentes declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra as eleições do Brasil configuram "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro".

A nota é uma reação a uma postagem de Milei nas redes sociais, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista de Lula e diz esperar que "a última artimanha suja da campanha" do petista "não envolva roubar a eleição".

Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo.

"A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25", pontua o comunicado do Itamaraty.

Segundo a pasta, o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e teve a sua lisura confirmada por observadores internacionais de diversas partes do mundo logo no primeiro turno das eleições.

As novas críticas de Milei ocorrem a poucos dias do segundo turno das eleições brasileiras e são mais um atrito diplomático entre os países.

Direitista, o presidente da Argentina é apoiador de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.

A crise diplomática entre Brasil e Argentina foi motivada pelo rebaixamento das relações bilaterais determinado pelo governo brasileiro, em resposta aos frequentes ataques verbais do presidente Javier Milei ao presidente Lula.

Como sinal de forte descontentamento, o embaixador brasileiro na Argentina foi chamado para consultas em Brasília, medida que o Itamaraty manteve até que cessem as ofensas consideradas inéditas e grosseiras.

Do lado argentino, após divergências iniciais sobre a condução institucional do atrito, o chanceler Pablo Quirno manifestou publicamente a expectativa de que a transformação ideológica regional também alcance o Brasil. Desde então, não houve avanços ou iniciativas de reaproximação entre os dois países.

Fonte: G1 


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