
Automóvel anunciado por R$ 8 mil no Facebook motivou negociação fraudulenta; golpista se passou por funcionário do Detran para exigir pagamento antecipado.
Uma tentativa de compra de um automóvel anunciado no Facebook terminou em prejuízo de R$ 1.090 para uma vítima que procurou a Delegacia de Polícia para registrar uma ocorrência de estelionato. O veículo, um Chevrolet Corsa, estava sendo oferecido por R$ 8 mil na rede social.
Conforme o registro policial, após demonstrar interesse no automóvel, a vítima entrou em contato com o anunciante e forneceu seu número de telefone. Posteriormente, recebeu uma ligação de um número com DDD 51 para dar continuidade à negociação.
Durante as conversas, o suposto vendedor solicitou imagens da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), comprovante de residência e a localização do endereço da vítima, alegando que os documentos seriam necessários para realizar a transferência do veículo.
Em seguida, a vítima recebeu outra ligação, desta vez de um número com DDD 53. O interlocutor se apresentou como funcionário do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e exigiu o pagamento de R$ 1.090, supostamente referente às despesas de transferência do automóvel. Acreditando na negociação, a vítima realizou o depósito bancário.
Após o pagamento, o suposto vendedor solicitou mais R$ 3 mil para entregar o carro. Diante da cobrança, a vítima propôs deslocar-se até Ijuí para buscar o veículo, oferecendo o pagamento do valor restante por meio de notas promissórias.
Entretanto, quando se aproximava do município, recebeu uma mensagem do anunciante, que encerrou o contato de maneira suspeita. Foi nesse momento que a vítima percebeu ter sido enganada.
O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil. Além do prejuízo financeiro, a vítima também forneceu documentos pessoais e informações de seu endereço aos suspeitos.
A ocorrência reforça o alerta para os riscos de negociações realizadas pela internet, especialmente quando há exigência de pagamentos antecipados, solicitação de documentos pessoais e contatos de terceiros que se apresentam como representantes de órgãos públicos.
Redação do Grupo Sepé