
O Tribunal do Júri condenou Marcelinho Pimentel dos Santos, 26 anos, a 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por matar a própria mãe, Liliane Maria Pimentel, 46 anos, com 17 golpes de faca em Estação, no norte do Estado, em março de 2024. O julgamento aconteceu na segunda-feira (19) em Getúlio Vargas.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime e acolheram quatro qualificadoras, incluindo feminicídio, motivo fútil, traição e crime cometido para assegurar a execução de outro delito.
De acordo com o Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes dos relacionamentos afetivos da mãe. Ao chegar em casa e encontrar Liliane com um homem, o réu tentou agredi-lo com uma faca. A mãe tentou intervir e foi atacada pelas costas.
Ele está preso no Presídio Estadual de Getúlio Vargas.
Conforme o advogado Lauro Antonio Auler, um dos nomeados para representar o réu apenas durante o júri, ele foi diagnosticado com esquizofrenia e dependência química de múltiplas substâncias
O Ministério Público determinou que ele seja avaliado por médico psiquiatra e submetido acompanhamento e tratamento psiquiátrico adequados.
No entanto, o júri não reconheceu a inimputabilidade nem a semi-imputabilidade do réu, que seria a condição em que uma pessoa não pode ser responsabilizada criminalmente por seus atos, pois não tem a capacidade de entender que sua conduta é ilícita ou de se controlar.
A defesa de Marcelinho entende que a decisão contrariou as provas do processo.
— Os jurados não reconheceram a semi-imputabilidade e tinham um laudo atestando isso, que ele seria só parcialmente capaz de entender a atitude naquele momento - afirma o advogado.
Além de Lauro Antonio Auler, foram nomeados para defender o réu os advogados Antonio Dacampo Neto e Renato Luis Della Vechia.
A defesa ainda considera que Marcelinho deveria ser encaminhado a um hospital psiquiátrico forense. Agora o caso deve retornar à Defensoria Pública. O órgão informou que irá se manifestar apenas nos autos do processo.
Fonte: GZH