GERAL
04/11/2026 às 09:52 por João Gomes


Copom decide nesta quarta-feira se reduz a taxa Selic

Copom decide nesta quarta-feira se reduz a taxa Selic
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Mercado financeiro prevê novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, atualmente em 13,75% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide nesta quarta-feira, 4 de novembro, se mantém ou reduz a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é de uma nova redução, que levaria os juros dos atuais 13,75% para 13,5% ao ano.

A decisão será anunciada no início da noite, após a conclusão da penúltima reunião do colegiado em 2026. Caso a previsão se confirme, será o sexto corte consecutivo da taxa básica de juros.

Segundo o boletim Focus, levantamento semanal realizado pelo Banco Central com instituições financeiras, a expectativa também mudou para a última reunião do ano. Antes, os analistas projetavam uma nova redução em dezembro, mas agora estimam que a Selic permaneça em 13,5% ao ano.

A taxa chegou a 15% ao ano em junho de 2025, permanecendo nesse patamar até março de 2026, quando teve início o ciclo de redução dos juros. Mesmo com os cortes recentes, o Banco Central mantém uma postura cautelosa diante das pressões inflacionárias e das incertezas econômicas.

Entre os fatores que influenciam a decisão estão a valorização recente do dólar, as oscilações nos preços do petróleo, o aumento dos gastos públicos e os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos.

A inflação também permanece no centro das atenções. Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,32%. No acumulado de 12 meses, o indicador chegou a 4,62%, acima do limite de 4,5% estabelecido para a meta de inflação.

O boletim Focus elevou de 5,19% para 5,22% a projeção de inflação para 2026. A meta oficial definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros estão elevados, o crédito tende a ficar mais caro, reduzindo o consumo e os investimentos. Já a diminuição da taxa pode facilitar o acesso a financiamentos, estimular a atividade econômica e favorecer a produção.

As decisões do Copom também influenciam as taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e operações de crédito. No entanto, os juros oferecidos pelos bancos dependem de outros fatores, como risco de inadimplência, custos administrativos e condições do mercado financeiro.

O Copom se reúne aproximadamente a cada 45 dias para avaliar o cenário econômico e definir a taxa básica de juros. A decisão desta quarta-feira será acompanhada pelo mercado financeiro e por setores produtivos, diante dos possíveis reflexos sobre o crédito, o consumo e os investimentos no país.

Redação do Grupo Sepé com informações de Agência Brasil


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