
Entidade afirma que não há mobilização organizada para paralisação, apesar das discussões sobre o preço do diesel e o valor dos fretes.
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (Fecam RS) informou que não há, até o momento, indicativos de uma greve da categoria no Estado. A manifestação ocorre após a circulação de mensagens nas redes sociais sobre uma possível paralisação dos transportadores nesta quinta-feira, 5 de novembro.
Segundo o presidente da entidade, André Luiz Costa, não existe movimentação organizada que aponte para a suspensão das atividades de caminhoneiros autônomos ou vinculados a empresas. Conforme ele, as informações sobre uma possível greve estão restritas a publicações compartilhadas em grupos de WhatsApp.
A Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abrava) também negou a existência de uma paralisação nacional. O presidente da entidade, Wallace Landim, conhecido como Chorão, descartou as convocações que circulavam entre integrantes da categoria.
As especulações sobre uma greve surgiram em meio às reclamações dos profissionais em relação ao preço do diesel e aos valores pagos pelo transporte rodoviário de cargas. Ao longo de 2026, caminhoneiros realizaram mobilizações para reivindicar melhores condições de trabalho e discutir a regulamentação dos fretes.
Entre os temas debatidos está a chamada Medida Provisória do Frete, que estabelece parâmetros mínimos de remuneração para operações de transporte de cargas e regras para a contratação dos profissionais.
Em relação ao combustível, o governo federal manteve até o final de novembro a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel. A medida busca reduzir os impactos das oscilações internacionais do petróleo sobre os custos do transporte.
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o benefício poderá ser novamente prorrogado, dependendo do comportamento dos preços no mercado internacional. A manutenção da subvenção considera a instabilidade provocada por conflitos geopolíticos e seus reflexos sobre os combustíveis.
Apesar das preocupações com os custos operacionais, as entidades representativas reforçam que não há confirmação de greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Sul neste momento.
Redação do Grupo Sepé com informações de Correio do Povo