GERAL
05/03/2020 às 18:23


Deu polêmica no agronegócio

Deu polêmica no agronegócio
Foto: Patrick Siede | Grupo Sepé

Repercutiu em todo o Estado o anuncio da Câmara Setorial da Soja sobre os índices de perda nas lavouras, que podem ser bem maiores que o anunciado pela Emater/Ascar/RS. Ireneu Orst, da Câmara Setorial, disse que a estimativa gira em torno de 30% e pode aumentar a cada dia que não chove no Estado.

Já ontem, 4, o vice diretor- -presidente da Aprosoja RS, Luis Fernando Marasca Fucks, destacou que não há exagero na estimativa, pois existe hoje diferenças entre regiões e algumas lavouras os reflexos são bem maiores. Fucks diz que os prejuízos estimados podem chegar a R$ 9,3 bilhões. O diretor da Aprosoja Missões e também empresário do setor agronegócio, Avelino Bertoldi, destaca que para Santo Ângelo as projeções já chegam a 35%, trabalhando-se na estimativa inicial de 50 hectares de soja colhidas em 2019.

“Isso representa uma perda de 16 sacas por hectare”, disse. Segundo ele, as chuvas anunciadas para o período de 12 a 15 de março devem amenizar a situação, “mas não recupera mais o que se perdeu”: Bertoldi acrescenta que a soja está em floração, formação de canivete e enchimento de grão, um período em que a falta de água pode diminuir o tamanho do grão. “O pessoal já está fazendo o seguro agrícola”, complementou.

O QUE DIZ A EMATER

O gerente regional da Emater, Vanderlei Waschburger, disse ontem que a estimativa regional, envolvendo 45 municípios, está em 8% de perdas. Em Santo Ângelo, o dado oficial contabilizado é de 20%. O município mais afetado na região missioneira é Entre-Ijuís, com 30% de perdas até o momento, e, depois de Santo Ângelo o terceiro colocado é Eugênio de Castro, com 15%. Para os analistas ainda é cedo para se falar de índices de perdas, pois eles podem ser alterados na próxima semana. Com relação à divergência quanto aos índices coletados Waschburger destaca que os técnicos da Emater são capacitados e vem fazendo isso ao longo dos anos. Também, disse que desconhece a forma que os demais chegaram a este resultado quanto aos índices mas, que pela Emater os laudos são dados levando-se em conta uma média ponderada em relação aos últimos anos, baseada na produção e na produtividade, quem em 2019 alcançou 50 sacas por hectare. “Achamos precipitado esses dados. Podem haver lavouras que atingiram acima da média, mas também alguns setores pressionam por índices maiores. Para se chegar a esse índice não poderia ter chovido”, disse.

Redação Jornal A Tribuna 

 


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