REGIÃO
14/03/2020 às 12:16


Cavalarianos relembram a história do Passo do Ijuí

 Cavalarianos relembram a história do Passo do Ijuí
Fotos: Marlon Silva e Lucas Vieira | Divulgação

 

Na manhã deste sábado, 14, cavalarianos dos Centros de Tradições Gaúchas do município de Entre-Ijuís, realizaram a travessia histórica do rio Ijuí, no município de Entre-ijuís. A atividade foi desenvolvida com o objetivo de valorizar a história do município, o então “Passo do Ijuí”. O rio permaneceu durante muito tempo sem ponte, para atravessá-lo era necessária a utilização de cavalos ou então de barcos.

Foi só em 1918 que a construção de uma modesta ponte de madeira de apenas uma via, daria condições às carretas, carroças, charretes (aranhas), jardineiras e mesmo a pé, de passar de um lado ao outro do Rio, sendo que as tropas de animais ainda cruzavam pelo “Passo” havendo muitos “estouro” de boiadas. Neste ano se estabelecia com um “Bolicho de Campanha” o Sr. João Cassel seguido pelo Sr. Clódio Beck no ano seguinte, tendo assim início as atividades comerciais do pequeno povoado. Os carreteiros e carroceiros que passavam pelo Rio Ijui transportavam erva-mate, couro, sal, alfafa, feijão, milho, madeira e outros produtos, produzidos aqui na região.

Seria em 1923 e 1924, que dois fatos novos viriam agitar o pacato “Passo”. O primeiro o comércio organizado pelo Sr. Ernesto Cardoso de Aguiar que muito aumentou o movimento de pessoas na sede. O segundo em 18 de novembro de 1924, foi o início da revolução entre Maragatos e Chimangos.  

O Passo do Ijuí era ponto estratégico e o Maragato “Juca Raimundo” disposto a não entregar o “Passo”, vem das bandas da costa do arroio Chuni, hoje município de Eugênio de Castro, com uma força organizada de 25 homens. Houve conforme afirmativa do Cel. Wanderlei Sardinha a 3ª maior Batalha ocorrida no Rio Grande do Sul, combate onde foram vencedores as forças do governo. Por outro lado, Luiz Carlos Preste se deslocava em 29 de dezembro de 1924, de São Luiz Gonzaga com sua divisão de mais de 5000 homens para aqui encontrar com Cel. Juca Raimundo; combateram ainda no Rio Conceição, e no dia 30 de dezembro de 1924, destroçavam a Brigada do Cel Bozano (governista) em Ijuí, indo acampar e repousar suas tropas nos Campos da fazenda da Ramada, em Palmeiras das Missões, onde houve o famoso combate da Ramada.

Na década de 1940, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha, o governo do presidente Getúlio Vargas, designou o sargento Nascimento Meirelles, que aqui se radicou, para reprimir o contrabando de materiais de borracha, principalmente pneus que cruzavam pelo Passo do Ijui, em direção a Argentina e daí para a Alemanha.

Redação Grupo Sepé 

 

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