
A falta de chuva que vem assolando o Estado, e principalmente a região das Missões nos últimos meses é comprovada pelo baixo nível do Rio Ijuí. Já é possível observar na ponte do que faz divisa com os municípios de Entre-Ijuís e Santo Ângelo o baixo nível das águas em diversos pontos, com pedras e vegetação a mostra.
De acordo com o com o responsável pelo monitoramento para a Agência Nacional de Água (ANA) e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Beno Bischoff, o nível do Rio Ijuí na terça-feira, 17 de março era de 0,80 centímetros, “quando se chegar zero a zero, não corre mais água”, ressalta Bischoff.
Segundo Beno, para um melhor entendimento, o Rio Ijuí está 50 centímetros abaixo do nível normal. Questionado qual seria o nível normal para essa época, ele afirma que o ideal seria de 1,20 metro. Conforme Bischoff, não se via o nível do rio tão baixo desde 2012, mesmo ano de uma das maiores enchentes.
Para normalizar os níveis do Rio, seu Beno afirma que é necessário cerca de 130 milímetros de chuva, “mas não em uma chuva só, tem que ser em uma chuva de dois dias, aí normaliza”, ressalta. Beno faz a medição do Ijuí desde o ano de 1988, totalizando 32 anos e guarda muitas edições do jornal A Tribuna com reportagens sobre o seu trabalho.
O compromisso com a medição é diária, são duas por dia. “Uma é às sete da manhã e a outra às 17 horas, conta Beno. Conforme ele, os dados são repassados para a Agência Nacional de Águas e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. “Há 32 anos eu cumpro esse dever”, afirma Beno.
Questionado sobre até quando pretende realizar as medições, Beno afirma que enquanto tiver saúde, pretende continuar com o trabalho. “Eu sempre gostei desse serviço”, finaliza Bischoff.
Redação Grupo Sepé/ Lara Santos.