ESPORTES
08/06/2026 às 16:49 por Patrick Siede


Maratonistas de Santo Ângelo celebram superação após participação na Maratona Internacional de Porto Alegre

Maratonistas de Santo Ângelo celebram superação após participação na Maratona Internacional de Porto Alegre
Foto: Arquivo/Grupo Sepé

A participação de corredores de Santo Ângelo na Maratona Internacional de Porto Alegre foi marcada por medalhas, emoção e histórias de superação. Integrantes da assessoria KM7 estiveram no Grupo Sepé para relatar a experiência na competição, que reuniu cerca de 30 mil participantes e atletas de diferentes países.

Entre os destaques está Isidra Lemos, de 69 anos, que completou sua primeira maratona. Ela percorreu os 42 quilômetros e 195 metros da prova, cinco anos depois de ter começado a correr. Antes disso, segundo relatou, já tinha o hábito de caminhar, mas foi incentivada por uma amiga corredora a ingressar na corrida. Desde então, não parou mais.

A história chamou atenção pelo exemplo de vitalidade e disciplina. Isidra contou que faz acompanhamento médico regularmente e não utiliza medicamentos de uso contínuo. Para ela, a corrida representa saúde e qualidade de vida. A filha acompanhou a prova à distância, recebendo fotos e vídeos durante o percurso.

Também participou a corredora Jení Bisonhim, que completou sua quarta meia maratona. Ela iniciou na corrida em 2018, após um divórcio, em um momento em que buscava cuidar da saúde mental. Segundo Jení, o esporte foi fundamental para reorganizar a vida emocional e, depois, também trouxe benefícios físicos.

“É só começar. A gente começa com um quilômetro, vai indo, e depois chega nos 21”, relatou. Atualmente morando em Santa Catarina, ela retornou ao Rio Grande do Sul para participar da prova junto ao grupo santo-angelense. Para Jení, a corrida também representa a convivência, amizade e pertencimento.

O grupo foi acompanhado pela educadora física Braatz Martins, responsável pela organização da participação dos atletas na maratona. Ela destacou que cada corredor chega à prova com uma história e um objetivo próprio. Alguns buscam apenas concluir o percurso; outros tentam melhorar o tempo. Em comum, segundo ela, todos carregam a experiência da superação.

Luciana ressaltou que a corrida de rua tem crescido justamente por unir saúde, disciplina e comunidade. Para ela, o esporte ajuda tanto o corpo quanto a mente, criando vínculos entre os participantes e incentivando hábitos mais saudáveis. “A gente não para de rir quando se encontra. Isso contagia”, afirmou.

Outro personagem da participação santo-angelense foi Nico Fernandes, que também voltou de Porto Alegre com medalha. Emocionado, ele relatou a sensação de cruzar a linha de chegada e receber o apoio do público. Segundo ele, a recepção das pessoas nas ruas, chamando os corredores pelo nome estampado no número de peito, torna a experiência inesquecível.

Fermandes afirmou que a corrida também trouxe mudanças positivas para a família, com mais apoio, incentivo e união. Ao lembrar da chegada, contou que chorou ao receber a medalha, emocionado pela conquista e pelo caminho percorrido até ali. Além das provas individuais, o grupo destacou a participação de Dejair, também integrante da KM7, que completou o Desafio Gaúcho. Ele correu 21 quilômetros no sábado e, no domingo, enfrentou os 42 quilômetros da maratona, encerrando o fim de semana com bom desempenho.

Os corredores reforçaram que a prática esportiva não precisa começar com grandes distâncias. A principal mensagem deixada pelo grupo foi a importância de dar o primeiro passo, seja na caminhada, corrida, bicicleta, natação ou qualquer atividade física.  A Maratona Internacional de Porto Alegre, além de reunir atletas profissionais e amadores, tornou-se um espaço de histórias pessoais. Para os santo-angelenses, a prova representou mais do que desempenho esportivo: foi uma celebração da saúde, da amizade e da capacidade de superação em qualquer idade.

Redação do Grupo Sepé 


Compartilhe essa notícia: