
A participação de corredores de Santo Ângelo na Maratona Internacional de Porto Alegre foi marcada por medalhas, emoção e histórias de superação. Integrantes da assessoria KM7 estiveram no Grupo Sepé para relatar a experiência na competição, que reuniu cerca de 30 mil participantes e atletas de diferentes países.
Entre os destaques está Isidra Lemos, de 69 anos, que completou sua primeira maratona. Ela percorreu os 42 quilômetros e 195 metros da prova, cinco anos depois de ter começado a correr. Antes disso, segundo relatou, já tinha o hábito de caminhar, mas foi incentivada por uma amiga corredora a ingressar na corrida. Desde então, não parou mais.
A história chamou atenção pelo exemplo de vitalidade e disciplina. Isidra contou que faz acompanhamento médico regularmente e não utiliza medicamentos de uso contínuo. Para ela, a corrida representa saúde e qualidade de vida. A filha acompanhou a prova à distância, recebendo fotos e vídeos durante o percurso.
Também participou a corredora Jení Bisonhim, que completou sua quarta meia maratona. Ela iniciou na corrida em 2018, após um divórcio, em um momento em que buscava cuidar da saúde mental. Segundo Jení, o esporte foi fundamental para reorganizar a vida emocional e, depois, também trouxe benefícios físicos.
“É só começar. A gente começa com um quilômetro, vai indo, e depois chega nos 21”, relatou. Atualmente morando em Santa Catarina, ela retornou ao Rio Grande do Sul para participar da prova junto ao grupo santo-angelense. Para Jení, a corrida também representa a convivência, amizade e pertencimento.
O grupo foi acompanhado pela educadora física Braatz Martins, responsável pela organização da participação dos atletas na maratona. Ela destacou que cada corredor chega à prova com uma história e um objetivo próprio. Alguns buscam apenas concluir o percurso; outros tentam melhorar o tempo. Em comum, segundo ela, todos carregam a experiência da superação.
Luciana ressaltou que a corrida de rua tem crescido justamente por unir saúde, disciplina e comunidade. Para ela, o esporte ajuda tanto o corpo quanto a mente, criando vínculos entre os participantes e incentivando hábitos mais saudáveis. “A gente não para de rir quando se encontra. Isso contagia”, afirmou.
Outro personagem da participação santo-angelense foi Nico Fernandes, que também voltou de Porto Alegre com medalha. Emocionado, ele relatou a sensação de cruzar a linha de chegada e receber o apoio do público. Segundo ele, a recepção das pessoas nas ruas, chamando os corredores pelo nome estampado no número de peito, torna a experiência inesquecível.
Fermandes afirmou que a corrida também trouxe mudanças positivas para a família, com mais apoio, incentivo e união. Ao lembrar da chegada, contou que chorou ao receber a medalha, emocionado pela conquista e pelo caminho percorrido até ali. Além das provas individuais, o grupo destacou a participação de Dejair, também integrante da KM7, que completou o Desafio Gaúcho. Ele correu 21 quilômetros no sábado e, no domingo, enfrentou os 42 quilômetros da maratona, encerrando o fim de semana com bom desempenho.
Os corredores reforçaram que a prática esportiva não precisa começar com grandes distâncias. A principal mensagem deixada pelo grupo foi a importância de dar o primeiro passo, seja na caminhada, corrida, bicicleta, natação ou qualquer atividade física. A Maratona Internacional de Porto Alegre, além de reunir atletas profissionais e amadores, tornou-se um espaço de histórias pessoais. Para os santo-angelenses, a prova representou mais do que desempenho esportivo: foi uma celebração da saúde, da amizade e da capacidade de superação em qualquer idade.
Redação do Grupo Sepé